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quarta-feira, fevereiro 28, 2024

Mulher pede medida protetiva dois dias antes de matar padrasto em Indaial

Enteada disse aos policiais que teria ido buscar roupas na casa da vítima no sábado (19), antes de brigar com padrasto

Foi identificado como Acibalde Francisco Ribeiro, de 48 anos de idade, o padrasto que teria sido morto pela enteada neste final de semana, em Indaial, no Vale do Itajaí. Nesta manhã, a Polícia Civil revelou detalhes da morte violenta, descoberta no domingo (20) após uma ligação para a Polícia Militar.

Segundo o delegado Bruno Fernando Alves de Oliveira, a mulher de 27 anos de idade havia se envolvido em uma briga com ele na última quinta-feira (17), na tentativa de defender a mãe. O investigador informou que ela tinha uma medida protetiva de urgência contra o padrasto e, em depoimento, ela revelou como a morte aconteceu.

“A autora alegou que estava fora de casa desde quinta-feira (17), quando havia sido agredida pelo padrasto após tentar defender a sua mãe, ocasião em que registrou um boletim de ocorrência e foi deferida medida protetiva de urgência”, afirmou o delegado.

Em depoimento no domingo (21), a mulher ainda disse que sofria abusos sexuais do padrasto entre os 7 e 13 anos de idade, ou seja, há quase 20 anos. Contudo, a Polícia Civil não encontrou registros destes crimes supostamente cometidos pelo homem morto. Anteriormente, em conversa com os policiais militares, a mulher alegou a mesma situação.

Padrasto teria sido sufocado antes de sofrer esfaqueamento

Segundo informações obtidas pela Polícia Civil, o assassinato ocorreu, na verdade, na madrugada de sábado (19), data em que a mulher disse que voltou para casa, depois da briga, para buscar suas roupas.

No momento em que ela entra no quarto, o padrasto teria iniciado uma nova discussão que evoluiu para agressão física, segundo aponta a Polícia Civil. Em um primeiro momento, o homem ficou desacordado e a enteada teria tentado sufocá-lo com uma bolsa plástica.

Em seguida, o homem sofre um golpe de faca no pescoço e a mulher foge para a casa da irmã, em Timbó. Do local, na tarde de domingo (21), ela liga para a Polícia Militar, revela o caso e pede para se entregar.

Na Central de Plantão Policial, o delegado de plantão não optou pela prisão em flagrante da suspeita, que possuía medida protetiva contra a vítima, que a descumpriu. Após ouvir depoimentos de todos os envolvidos e também de testemunhas, o delegado liberou a mulher e encaminhou o caso para ser investigado pela delegacia de Indaial.

Conforme o delegado Bruno Fernando, responsável pela Delegacia de Polícia da Comarca de Indaial, será instaurado o inquérito para apuração das circunstâncias, motivação do crime e adoção das medidas necessárias.

*Via ND+

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