Mulheres em constante alerta

Mais de 900 vítimas contam com o botão do pânico no Sul do Estado. Dispositivo é liberado para quem tem medidas protetivas deferidas pelo TJSC. Em 2023, de janeiro a junho, Amrec registrou 500 concessões e a Amesc 402

Araranguá/Balneário Arroio do Silva/
Criciúma/Içara
Maíra Rabassa
policia@tnsul.com

O botão do pânico é exclusivo para as mulheres com medidas protetivas deferidas pelo Tribunal de Justiça e, na região Sul catarinense, 902 mulheres contaram com o dispositivo para ser acionado em qualquer situação de perigo ou descumprimento da medida. Nas cinco comarcas da Região Carbonífera, de janeiro a junho desde ano, 500 vítimas de violência doméstica foram monitoradas pela Rede Catarina da Polícia Militar. Enquanto isso, no Vale do Araranguá, até junho, foram liberadas 402 medidas.


AGOSTO LILÁS

Neste mês é lembrado o “Agosto Lilás” e o Ministério das Mulheres lançou ontem a campanha nacional “Brasil sem violência contra a mulher. Brasil com respeito”. O governo irá apresentar dados e informações para alertar a população sobre o papel de cada cidadã e cidadão no enfrentamento da violência de gênero e para lembrar a importância da Lei Maria da Penha (nº 11.340/06), que, em 2023, completa 17 anos. Em Santa Catarina, por exemplo, mulheres em situação de violência podem buscar na Rede Catarina um meio para conseguir fugir das garras do agressor.
dois casos

Somente na última semana, dois casos no Sul foram registrados onde vítimas acionaram o botão do pânico por estarem em risco. Em Içara, uma mulher de 50 anos apertou o botão porque estava sendo ameaçada pelo ex, de 40 anos. O suspeito entrou na casa da vítima sem autorização – a mesma contava com medida de proteção contra o homem. O agressor fugiu do local assim que a Polícia Militar foi acionada e, após rondas, o suspeito não foi localizado.

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