Após serem ativados, os 42 radares do trecho Sul da BR-101 apresentaram algumas falhas no processamento de imagens dos veículos. Os primeiros nove equipamentos foram ligados em dezembro de 2022 e os outros 33 passaram a funcionar em junho deste ano. Todos foram aprovados após a aferição do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os erros verificados foram na identificação de veículos (leves ou pesados) e na gravidade no percentual de excesso de velocidade. “A velocidade máxima é de 90 km/h para veículos pesados e 110 km/h para automóveis leves, então o sistema estava confundindo um com o outro. Para que ninguém seja prejudicado, a PRF solicitou junto à área técnica, em Brasília, o cancelamento de todas as notificações com erros. O motorista que recebeu uma notificação de infração com algum tipo de erro não precisa fazer nada, já que ela não será processada e não vai virar penalidade”, confirma o chefe do Núcleo de Comunicação da PRF/SC (Nucom), Adriano Fiamoncini.
Para aqueles motoristas que foram notificados e realmente cometeram infrações de trânsito, as multas serão geradas automaticamente. Segundo Fiamoncini, os aparelhos continuam ligados e fazendo imagens, mas as notificações não serão processadas até a correção do sistema. “Quando o sistema for consertado, as imagens captadas nesse período ainda podem ser utilizadas e virar uma notificação de infração. Assim que isso estiver resolvido, as imagens voltarão a serem processadas pelo sistema de forma definitiva”, explica.
Ainda não existe uma precisão de quando será finalizada a avaliação que está sendo realizada em Brasília.

Velocidade máxima precisa ser respeitada
Responsável por grandes tragédias nas rodovias federais, o excesso de velocidade é o responsável direto por tirar muitas vidas todos os anos no Brasil. Quando o condutor de um veículo excede o limite indicado para a via, ocorre o aumento do tempo necessário para frear, assim como eleva as chances de perder o controle da direção, ampliando os riscos de gerar acidentes graves e óbitos.
“O motorista deve obedecer ao limite de velocidade não com o medo de levar multa achando que o aparelho está ligado. Ele precisa obedecer ao limite por segurança. Quanto maior a velocidade, menor será o tempo de reação”, frisa o chefe da Nucom.
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