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quarta-feira, abril 17, 2024

Cerâmica Eldorado pode ser fechada em Criciúma

Mais de 250 colaboradores correm o risco de ficarem desempregados nos próximos dias

Criciúma
Edson Padoin
economia@tnsul.com

A tradicional Cerâmica Eldorado, localizada no bairro Quarta Linha, em Criciúma, pode encerrar suas atividades nos próximos dias. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas e da Construção Civil de Criciúma e Região, Itaci de Sá. A unidade, que pertence ao grupo Dexco desde a aquisição da Cecrisa, em maio de 2019, enfrenta uma situação delicada, e os trabalhadores estão apreensivos diante da incerteza em relação ao futuro.


Até o momento, a empresa não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o fechamento da fábrica, o que tem gerado grande preocupação entre os funcionários. Conforme relatos dos colaboradores, a expectativa é que somente uma máquina retífica permaneça em funcionamento. Para o presidente do sindicato, essa medida é um forte indício de que o fechamento definitivo da Cerâmica Eldorado é iminente.


“O que nós sabemos, via chão de fábrica, é que a partir desta segunda-feira (31) começam os desligamentos das máquinas. As informações que temos dos trabalhadores é que vai ficar apenas uma máquina retífica. Quando começa esse tipo de ação, sabemos que a fatalidade será o fechamento definitivo”, destaca.


Demissões

Caso o encerramento das operações se confirme, aproximadamente de 250 a 300 trabalhadores poderão ser impactados. “Com essas demissões, a economia vai ser afetada e os trabalhadores irão sofrer, não vão ter mais o pão para colocar na mesa das suas famílias. Apesar disso, a empresa não considera isso. Ela quer só lucro”, salienta Itaci de Sá.


O grupo Dexco ainda não se pronunciou publicamente sobre a situação. A reportagem tentou contato com a empresa e com o Sindicato Patronal, porém não teve resposta.

Sindicato quer negociar

Para evitar as demissões em massa, o Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas quer buscar um acordo com a empresa. “Gostaríamos de ser comunicados em tempo para iniciar uma negociação e manter alguns trabalhadores que estão mais perto das aposentadoria. Esperamos que a empresa tenha bom senso e volte às atividades”, argumenta o presidente.


Insalubridade

No começo do ano, a empresa apresentou um laudo afirmando que não há razão para o pagamento de adicional de insalubridade. Portanto, o benefício que antes era pago aos colaboradores foi retirado. “Praticamente todas as cerâmicas pagam insalubridade já que os trabalhadores possuem muito contato com a poeira. Foi feito uma perícia na calada da noite e disse que não tinha insalubridade”, explica Itaci de Sá.


Outro problema destacado pelo presidente é a distância em que o comando da empresa fica da cidade. “Não tem ninguém que sinta o nosso problema aqui”.

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