A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta quinta-feira, dia 13, quatro suspeitos de aplicar o “golpe do amor”, que consiste em enganar, sequestrar e roubar vítimas a partir de encontros falsos organizados pelo aplicativo Tinder.
As prisões aconteceram durante a operação “Unfollow”, nos bairros da Brasilândia e Parada de Taipas, na zona norte da capital paulista.
Além das prisões, policiais apreenderam diversos objetos, como malas, bolsas, joias, dinheiro e documentos. O objetivo é cumprir 32 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão.
Fotos falsas, encontros enganosos
No “golpe do amor”, criminosos usam aplicativos de encontros para criar perfis falsos com fotos de mulheres retiradas da internet e atrair vítimas.
O Tinder vem sendo utilizado desde 2021 como ferramenta na prática do golpe. De acordo com o delegado Eduardo Bernardo Pereira, titular da 1ª DAS (Divisão de Antissequestro), o aplicativo de relacionamento é o mais utilizado pelas quadrilhas por ser o mais conhecido entre usuários.
Desde o início da prática dessa modalidade de sequestro, mais de 500 pessoas foram presas no estado, sendo 80 somente em 2023. Ao R7, Pereira conta que o diálogo com o Tinder e outros aplicativos de relacionamento sempre foi difícil já que as empresas não compartilham dados sobre as contas criadas pelos sequestradores.
Mas após ser notificada pelo MPSP, a empresa dona do Tinder criou um canal de comunicação direto com a Polícia Civil para informar dados de sequestradores.
No dia 27 de junho, um médico foi mais uma vítima do golpe. Ele foi resgatado após ser mantido refém por cerca de 30 horas em um cativeiro na Brasilândia. Segundo a polícia, o profissional da saúde mora em São Roque, no interior do estado, e veio à capital depois de marcar um encontro por meio do Tinder.
*Via R7




