Prefeitos da Amrec contestam números divulgados no Censo

Diferença entre estimativa divulgada em dezembro de 2022 e resultado oficial deixou região descontente

A divulgação do resultado do Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado na última quarta-feira, 28, revoltou parte dos prefeitos que fazem parte da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). A diferença entre uma expectativa publicada em dezembro do ano passado e os números oficiais é questionada pelos chefes dos Executivos.


Segundo alguns prefeitos, o crescimento no número de habitantes foi maior do que mostra o IBGE. A diminuição da população pode levar a uma redução nos repasses de verbas públicas federais e estaduais. O Censo é um dos parâmetros utilizados na distribuição de recursos públicos, além de indicadores sociais e de áreas específicas.


Amrec

Para o presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), o prefeito de Morro da Fumaça, Agenor Coral, o Noi, afirmou que o descontentamento foi da maioria dos chefes dos Executivos da região.

“A maioria dos prefeitos que fazem parte da Amrec está descontente. Não estão aceitando o resultado”, afirmou Coral. E ele explica o motivo que levou a essa desconfiança quanto aos números apresentados pelo Instituto. “A gente (prefeituras) tem os Agentes Comunitários de Saúde e eles têm o cadastro de todas as famílias do município e elas têm também o atendimento à saúde que cada município faz, e que se estiver bem organizado, a gente consegue chegar a um número aproximado de habitantes. Então a maioria (dos prefeitos) esperava entre 10% e 20% a mais do que foi divulgado”, disse o presidente da Amrec, que já tomou algumas iniciativas.


A partir da próxima semana, algumas reuniões acontecerão para debater o assunto. Uma reunião deverá acontecer com os procuradores jurídicos dos municípios que se dizem prejudicados. Outro encontro ocorre na terça-feira, 04, com o colegiado dos prefeitos da Amrec, e ainda um compromisso com a Superintendência Estadual do IBGE, em Florianópolis, no dia 11, para questionar os resultados.

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