Caso Nicolas: Dupla aliciadora teria tentando ‘legalizar’ adoção do bebê

As informações são da coletiva com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC) que aconteceu nesta terça-feira

A quebra de sigilo do celular da mãe do bebê de dois anos que estava desaparecido há nove dias em Santa Catarina foi o que ajudou a polícia a rastrear o carro e prender a dupla que estava com o menino em São Paulo. As informações são da coletiva com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC) que aconteceu nesta terça-feira, 09, em Florianópolis.

A Polícia Militar de São Paulo abordou o carro onde estava a criança e a dupla que o transportava. Segundo a secretaria, a criança ainda está sob a jurisdição da cidade de Tatuapé. De acordo com Ulisses Gabriel delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) a avó materna ficará com a guarda da criança.

Investigação busca saber se mãe foi paga para entregar bebê

Conforme Sandra Mara delegada responsável pelo caso, a investigação irá apurar se a mãe, de 22 anos, foi paga para entregar o bebê para a dupla. Ainda segundo a delegada, a jovem nega ter tido qualquer vantagem financeira.

A delegada disse que a criança é registrada apenas no nome da mãe. No entanto, a polícia chegou a realizar buscas na casa de um possível pai do menino e não encontrou nenhum vestígio.

Dupla teria tentando ‘legalizar’ adoção do bebê

O delegado Ulisses Gabriel, delegado-Geral da PCSC, afirmou que o homem e a mulher encontrados junto com o menino não são um casal. Segundo ele, um seria o aliciador e a outra, e pessoa que iria adotar. “Ele teria ficado preocupado com a repercussão, falado com o fórum de Tatuapé para apresentar a criança, e então a polícia interceptou eles”, disse o delegado-geral da PCSC.

“A mãe disse que conheceu os familiares por intermédio de um grupo de ajuda nas redes sociais e a partir disso foi induzida a fazer a entrega”, completou. O secretário de Segurança Pública, Paulo Cezar de Oliveira, explica que a partir de agora a polícia irá apurar a existência de uma rede de tráfico de crianças por trás do caso.

Com informações ND+

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