Para Estado enxugar gastos, SC-445 pode ter projeto alterado

Secretaria de Infraestrutura faz revisão para cortar valores e investir em outras construções. Em Içara, Jerry Comper questiona a quantidade de faixas previstas na rodovia, como as exclusivas para ônibus. Obras em outros municípios também foram vistoriadas

A Secretaria de Infraestrutura do Estado (SIE) fará um estudo para possíveis mudanças no projeto da SC-445 para enxugar ‘gastos’. Outras obras no Estado também serão revistas. A última quinta-feira, 20, foi de visitas às principais construções com recursos do Governo de Santa Catarina e que estão em andamento na região Sul. Jerry Comper, secretário da SIE, questiona a quantidade de vias no projeto da SC-445, que inclui três faixas em cada direção, incluindo as exclusivas para o tráfego de linhas de ônibus e ciclofaixas em toda a extensão.

 

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‘Vamos rever o porquê disso’

Foto: Divulgação

De acordo com o secretário, os valores que serão ‘economizados’ servirão para a realização de outras construções em SC. “Essa entrada da BR-101, na Içara, tem três pistas de um lado e três do outro. Não é que vamos tirar as três pistas de cada lado. Só vamos rever juntos com os nossos técnicos e engenheiros o porquê disso e se precisa disso. Se precisar, a gente mantém”, relata Jerry Comper. “Todos os projetos estamos revendo. Nós vamos rever não só esse, como todos os projetos do Estado. Não queremos parar as obras, mas queremos enxugar porque o cobertor é curto e nós não podemos começar e deixá-las inacabadas”, completa. O secretário cobra agilidade das equipes para evitar a demora da conclusão. “Nós vamos sim tratar com a prefeitura de uma forma muito respeitosa, mas levando realmente a nossa condição do Estado, que é do enxugamento com muita cautela, responsabilidade para que não possa prejudicar as pessoas que esperam tanto da gente nesse momento”.

Foto: Divulgação

Orçada em R$ 43,7 milhões, a ordem para o início dos serviços na SC-445 foi assinada em novembro de 2022. Depois de cinco meses, a obra está apenas 2% concluída. Inclusive, a demora da execução do serviço mobilizou empresários nas últimas semanas que procuraram lideranças políticas com a finalidade de agilizar o processo e diminuir os prejuízos que o atraso vem causando.

 

A prefeitura ainda não foi procurada pela SIE, mas está ciente do interesse pelo ‘enxugamento de gastos’ de SC. “O estado ainda não procurou o município. Vamos conversar. Temos o máximo interesse que essa obra saia do papel. É uma obra muito esperada, conectando a malha viária da região. Vamos conversar como sempre fizemos com o Governo do Estado”, fala Israel Rabello, afirma Israel Rabello, presidente da Samae/Departamento de Serviços Urbanos (Serurb) de Içara.

 

Quarta etapa do Anel Viário está 20% concluída

Foto: Divulgação

Quem é da região sabe da importância das obras do Anel Viário de Criciúma que dá acesso às cidades vizinhas. Na última e quarta etapa, a Secretaria de Estado está agilizando os trabalhos para entregar o Anel Viário o quanto antes. Falta 80% para concluí-lo. “Teve bastante mudanças na parte de base e subbase. Alguns terrenos não tinham muita consistência. Foi aumentada a base (para fortalecer a via). Na rua João Colombo, tinha sido projetado um mergulho (trincheira) de 12 metros de profundidade, coisa que seria inviável com as enchentes que ocorrem naquela região. Vai ser feito um viaduto e já está sendo levantado”, fala Ademir Honorato, coordenador regional Sul da SIE, dando detalhes da obra.

 

Lentidão na SC-108

 

Há a lentidão nas obras da SC-108 que compreende as cidades Cocal do Sul e Urussanga. O motivo do atraso seria a falta de licenciamentos ambientais para a continuação da obra. Enquanto a empresa responsável busca a liberação para intervir, segue com outras atividades na via. A ordem de serviço foi assinada dia 8 de setembro de 2022, orçada em R$ 224 milhões e está apenas 2% executada. “Foram medidos só R$ 2 milhões para ser pago, ou seja, 2% já foi mexido. Ela tem sim alguns problemas com licença ambiental. Por isso que está devagar. Tem trechos que fazem e param. Onde eles podem estar mexendo, já estão fazendo isso. Dependemos de licença ambiental”, comenta Honorato.

 

A mesma via, só que entre Jacinto Machado e Praia Grande, passa pela mesma demora: a empresa vencedora da licitação exigiu um aditivo. “Está parada no momento. Fomos falar com os prefeitos. Estão fazendo acordos com a Setep para dar continuidade”, acrescenta o coordenador Sul.

 

Roteiro de 500 quilômetros

 

O trajeto entre as cidades foi de 500 quilômetros. De manhã cedo, os representantes começaram o roteiro, indo de município em município. O coordenador regional Sul também fez parte das visitas. A primeira foi na SC-445. Depois disso, rumaram para Morro da Fumaça, na SC-442. “A metade está pavimentada. Falta um trecho de 1,5 quilômetro que ainda falta terminar”, coloca Ademir Honorato.

 

Após a passagem pela SC-442 veio a SC-108 em Urussanga. A SC-445 em direção a Siderópolis passa por obras emergenciais, assim como a SC-446 em Treviso, pois em pontos da via houve a destruição do asfalto com fortes chuvas. A equipe esteve presente ainda em Lauro Müller, vistoriando uma operação tapa buraco na SC-390. Forquilhinha, Sombrio e Maracajá foram outros destinos. A secretaria de Infraestrutura pretende dar uma atenção especial para as obras da Serra do Faxinal em Praia Grande e a Serra do Corvo Branco entre Urubici e Grão-Pará.

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