Urussanga: hora de contabilizar e arrumar os estragos da chuva

Depois da forte chuva que atingiu a região nestes dias 2, 3 e 4 de maio, o volume dos rios começou a baixar pouco a pouco nesta quinta-feira (05), em Urussanga

Foto: Divulgação

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Depois da forte chuva que atingiu a região nestes dias 2, 3 e 4 de maio, o volume dos rios começou a baixar pouco a pouco nesta quinta-feira (05), em Urussanga. O grande medo da Defesa Civil Municipal era de que a vazão da água do rio que corta o Bairro da Estação, não fosse suficiente e o rio transbordasse, o que não aconteceu. “Havia muita água descendo de outras regiões e o ciclone que atuava no mar elevou a maré, isso somado às chuvas constantes era a receita do caos, mas felizmente, o rio deu conta em seu curso e o povo urussanguense não enfrentou problema com enchentes atingindo suas residências”, destaca André João, Diretor Interino da Defesa Civil e Secretário de Infraestrutura de Urussanga.

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Casos pontuais de alagamentos de vias e pequenos córregos que transbordaram foram registrados, principalmente no interior. Os que eram causados por entupimentos nas drenagens, porém, foram rapidamente solucionados pela equipe de obras. “Houve casos de entupimento no Rio América na manhã de terça e na noite de quarta-feira (04), a máquina esteve no local e prontamente solucionamos o problema”, destacou o Secretário de Obras Jucemar Sangaletti.

Os casos mais preocupantes registrados no município foram de deslizamentos de terra. “Foi muita chuva em um curto espaço de tempo. Segundo relatos meteorológicos, choveu em três dias o dobro do esperado para o mês. É muita chuva e a terra não consegue dar conta de absorver toda essa água e o peso das encostas muitas vezes acaba fazendo com que parte do terreno deslize”, explica André.

Famílias desalojadas

Sete famílias ficaram desalojadas em duas ocorrências na terça-feira (04). A primeira foi um deslizamento de terra na Rua Alfredo Gazzola, na Baixada Fluminense. O fato ocorreu nos fundos de casas geminadas e Defesa Civil e Bombeiros alertaram que havia grande risco de novos deslizamentos devido a água represada do outro lado do muro e as chuvas constantes com o solo já encharcado. Com isso, o Corpo de Bombeiros orientou os moradores a sair do local, que foi isolado. As seis famílias se alojaram na casa de conhecidos ou foram alocados em outras residências pela imobiliária responsável pelo imóvel.

A segunda ocorrência, foi na Rua Angélica Collodel Bettiol, ao lado da ponte, onde uma parte do quintal da residência cedeu com a chuva, fazendo com que a Defesa Civil isolasse o local e ordenasse a retirada da família, que está alojada na casa de parentes.

A Prefeitura Municipal de Urussanga, através da Secretaria de Assistência Social, deixou preparado um centro de apoio para o caso de haverem desabrigados, o que não ocorreu. O Centro Paroquial da Matriz estava pronto com cozinha, alimentação, colchonetes e cobertores para o atendimento da população.

Ocorrências desta quarta-feira, 04 de maio

O caso mais preocupante, segundo a Defesa Civil, foi uma residência no Bairro da Estação que teve parte do seu terreno prejudicado devido às fortes chuvas e elevação do rio que passa ao lado do local na madrugada. “Realizamos a colocação de lonas no espaço para tentar impedir que a água da chuva infiltrasse ainda mais no solo e ocasionasse mais desmoronamentos. A família continuou na residência, mas estamos monitorando com frequência a situação do local”, conta André João, diretor da Defesa Civil urussanguense.

Confira outros casos:

  • Deslizamento de terra na Rua Angélica Collodeti Bettiol. Na madrugada, uma família foi surpreendida pela queda de uma árvore e deslizamento de terra na área de lazer da residência. O local foi isolado, mas não oferecia risco à casa e aos moradores.
  • No Rio América Baixo, o rio transbordou e o trecho precisou ser interditado na noite desta quarta-feira para garantir a segurança da população.
  • No Rio América, precisou ser realizado um desentupimento de drenagem à noite, para escoamento da água que se acumulava nas vias.
  • Na Estação, um perímetro próximo ao rio, precisou ser isolado com fitas para evitar as “espiadinhas” das pessoas que passavam no local, garantindo assim a segurança da população.
  • Na rua Francisco de Pellegrin, no Morro da Glória, houve queda de galhos e árvores na noite de quarta. O local foi isolado.
  • No Rio Maior, queda de árvore e galhos na SC-108, trancou a via, problema que rapidamente foi solucionado com apoio dos Bombeiros.

Momento de arrumar os estragos

Com a chegada do sol, a previsão é de trabalho na recuperação das estradas, limpeza de vias e organização geral. O levantamento dos pontos críticos e problemáticos, será realizado a partir de hoje, e uma reunião deve ser realizada amanhã (06), ou na próxima segunda-feira (09) para definir todo plano de ação frente aos estragos. “Agora é hora de observar os estragos que a chuva causou e unir as equipes para pouco a pouco deixar tudo em ordem. O pior já passou, agora vamos organizar tudo. Pedimos compreensão da população pois o trabalho é grande, mas logo tudo estará no lugar”, garante André João.

Equipes de plantão

Para atender a população em caso de emergências ocasionadas pelas chuvas e monitorar a situação no município, equipes estiveram de prontidão durante o período de alerta. “Todo trabalho foi possível , porque tivemos equipes engajadas, unidas e de plantão para atender todas as ocorrências”, destaca o Prefeito Jair Nandi. Na tarde desta quinta-feira (05), uma reunião deve apresentar um resumo de toda ação realizada e definir os próximos passos da administração municipal frente ao assunto.

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