Kremlin considera prematuro encontro entre Biden e Putin

Reunião foi proposta pelo presidente francês, Emmanuel Macron, após um fim de semana de gestão diplomática

Foto: KEVIN LAMARQUE/REUTERS

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O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse nesta segunda-feira, 21, que o planejamento sobre um encontro entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, é prematuro.

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“Há um entendimento sobre o fato de ter que continuar o diálogo entre ministros (das Relações Exteriores). Falar sobre planos concretos para organizar reuniões de cúpulas é prematuro”, afirmou Peskov.

“Uma reunião é possível caso os chefes de Estado a considerem útil”, acrescentou, antes de afirmar que Biden e Putin sempre têm a possibilidade de conversar “por telefone ou de outra maneira quando necessário”.

A proposta de reunião foi anunciada após um fim de semana de gestão diplomática do presidente da França, Emmanuel Macron, que conversou duas vezes por telefone com Putin, além de ter dialogado com Biden e o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski. Paris destacou, no entanto, que o diálogo “não poderá acontecer se a Rússia invadir a Ucrânia”.

O esforço francês aconteceu no momento em que Rússia e Ucrânia trocam acusações de responsabilidade por novos combates na região leste separatista ucraniana.

A agenda da possível reunião deve ser preparada pelo secretário de Estado americano, Antony Blinken, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, segundo a presidência francesa.

O anúncio francês surpreendeu e contrasta com o temor de uma invasão russa da Ucrânia. Blinken insistiu no último domingo que a Rússia está “a ponto” de invadir o país vizinho.

A França chegou a anunciar que Putin e Biden aceitaram “a princípio” participar de uma reunião para evitar uma invasão russa na Ucrânia.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, declarou em um comunicado que o governo dos Estados Unidos está “comprometido com a diplomacia até o momento em que começar a invasão.”

“Também estamos preparados para aplicar sanções rápidas e severas se a Rússia optar pela guerra. E, atualmente, a Rússia parece continuar os preparativos para um ataque em grande escala muito em breve na Ucrânia”, afirmou Psaki.

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