Araranguá: paciente é internado com suspeita de dengue hemorrágica

Município está aguardando o resultado ser confirmado ou descartado pelo Lacen

Foto: Divulgação

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Gustavo Milioli/Tribuna de Notícias
Araranguá

Um morador de Araranguá está desde a última semana internado com suspeita de dengue hemorrágica, a forma mais danosa da doença. O município espera o resultado do exame chegar do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

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Os sintomas da dengue hemorrágica são bastante similares à forma comum. A principal diferença está no rompimento dos vasos sanguíneos, causando sangramentos. O paciente hospitalizado é aposentado e não tinha histórico recente de viagens, o que faz o Governo Municipal crer que este é o primeiro caso autóctone, isto é, quando o contágio acontece dentro da própria região.

“Ele mora em uma área considerada infestada pelo Aedes aegypti e não havia se deslocado para nenhum lugar além da cidade. Torcemos para que o resultado dê negativo, caso contrário, será o nosso primeiro caso autóctone”, comenta Joelcio Anastácio, coordenador do Programa de Combate à Dengue de Araranguá.

Enquanto isso, o município continua realizando o monitoramento das aproximadamente 250 armadilhas espalhadas em pontos estratégicos de Araranguá. Nas últimas semanas, outras três pessoas apresentaram sintomas da dengue e ficaram sob observação, mas a suspeita não se confirmou através do Lacen.

Na Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), Sombrio e Passo de Torres também estão classificadas como infestadas pelo mosquito transmissor pelo Governo do Estado. “Já identificamos 15 focos do Aedes apenas em 2022. O número já é praticamente o mesmo em comparação ao ano passado inteiro. A área mais infestada é o bairro Mato Alto”, revela Anastácio.

Conscientização precisa vir de todos

O coordenador do programa lembrou que a tendência de aumento no número de casos de dengue já vem de anos. “Não temos como parar o desenvolvimento. As cidades vão crescendo, se industrializando, o fluxo de veículos vai subindo. Com isso, o vetor chega para a nossa região através dos meios de transporte. Qualquer veículo que se desloca para cá pode estar trazendo, seja dentro do porta-malas ou até mesmo dentro da cabine. Com o vetor aqui, encontrando qualquer depósito com água parada, vai acontecer a proliferação do mosquito”, detalha.

A falta de informação e conscientização por parte da população também contribui para o cenário de risco. “O desleixo pelo meio ambiente já é uma questão cultural, o que acaba favorecendo esses números de crescimento”, observa. O olhar atento deve ser um dever de todos dentro dos locais onde vivem ou de trabalho. “Sempre que perceberem qualquer depósito que esteja exposto a acumular água parada, deve ser eliminado por ter potencial em se tornar um proliferador do mosquito. As pessoas devem desenvolver um hábito mais responsável, dando a destinação correta ao lixo produzido em casa, e não disperso no meio ambiente. Cuidar das telhas, caixas da água e vasos também é muito importante. O trabalho deve ser permanente”, explica.

Atenção aos sinais

Os principais sintomas da dengue são dores de cabeça, febre alta, dores no corpo, conjuntivite, e manchas avermelhadas pela pele, o que, por vezes, a faz parecer-se com uma gripe bastante forte. “Associado a isso, se houver sangramento, pode ser dengue hemorrágica. O médico deve ser consultado logo no início dos sintomas”, completa o coordenador.

Mortes por dengue

Oito pessoas já morreram por causa da dengue em Santa Catarina neste ano. Um óbito foi registrado em Criciúma. A vítima foi um homem de 40 anos que contraiu a doença em São Paulo, ou seja, um caso importado.

As demais mortes aconteceram em Brusque, no Vale do Itajaí, Caibi, Romelândia, Xanxerê, Itá e Chapecó, no Oeste.

TABELA

Como evitar a proliferação do Aedes aegypti

  • evitar usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
  • guardar garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • manter lixeiras tampadas;
  • deixar os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • evitar cultivar plantar como bromélias, pois acumulam água;
  • tratar a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • manter ralos fechados e desentupidos;
  • lavar com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • retirar a água acumulada em lajes;
  • dar descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
  • manter fechada a tampa do vaso sanitário;
  • evitar acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
  • denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.
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