Moradores de Urussanga barrados de construírem no próprio terreno

Gustavo Milioli
Urussanga

Uma família de Urussanga foi surpreendida ao descobrir, através da prefeitura, que não poderia realizar novas intervenções no terreno onde moram. Renan Belisario atualmente trabalha na Alemanha e descobriu a surpresa desagradável ao tentar iniciar a construção de uma edícula nos fundos da casa, situada no bairro São Pedro. O poder público determinou a paralisação das obras, sob a punição de o empreendimento ser demolido quando fosse finalizado.

A justificativa do Paço Municipal está no Plano Diretor. A prefeitura alega que o local está inserido dentro do perímetro da Zona Industrial II, e que por isso novas construções estão proibidas.

“No início do ano, a gente começou a fazer essa área de serviço, mas o fiscal da prefeitura
esteve na minha casa e embargou a obra. Pagamos as taxas que estavam pendentes, mas mesmo assim nos disseram que não poderíamos continuar”, explica o morador.

Projeção
Belisario construiu a residência no mesmo terreno onde moram a mãe e os irmãos. Quando
a família se mudou para o local, a intenção era que os filhos, ao casarem, fossem erguendo as moradias ao lado. A ideia foi por água abaixo.

A norma não frustra apenas os planos dos Belisario. Os vizinhos também enfrentam o mesmo problema. Uma advogada foi contratada e ingressou com um processo administrativo para coletar mais informações a respeito da situação. Há cerca de uma semana, a prefeitura deu a mesma resposta: nada mais poderia ser construído, por os lotes estarem dentro da Zona Industrial II.

Leia a matéria completa na edição desta quarta-feira, 28, do jornal impresso Tribuna de Notícias.

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