Gustavo Milioli
Criciúma
O alto consumo dos cigarros eletrônicos, sobretudo entre os mais jovens, fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manter a proibição da venda, importação e propaganda do aparelho no Brasil. Apesar da normativa, é comum se deparar com usuários em festas, eventos, e até mesmo em universidades. A ideia de que a fumaça inalada não contém o mesmo cheiro do encontrado nos tabacos tradicionais faz boa parte do público crer que os eletrônicos não fazem mal à saúde. Porém, substâncias perigosas, como a nicotina, ainda estão presentes.
> Clique aqui e receba as principais notícias do sul catarinense no WhatsApp
O vaping – como é conhecido o hábito por esse tipo de aparelho – também é responsável por inúmeras doenças relacionadas ao pulmão, alerta a comunidade científica. Principalmente, se o uso persistir por longo prazo.
“No Brasil, nós conseguimos reduzir o número de fumantes de uma forma espetacular,
elogiada por todas as organizações de saúde, inclusive a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estamos vivendo essa epidemia do cigarro eletrônico, apresentado para crianças e adolescentes como o cigarro foi apresentado na minha época: uma coisa que solta uma fumacinha, não faz mal nenhum, mas que possui grandes malefícios”, destaca o médico pneumologista Estevão Quadros.
Evidências
Os cigarros eletrônicos não são seguros para o consumo humano. Estudos demonstraram
que esses dispositivos são eficazes na atração de crianças, adolescentes e jovens para o consumo da nicotina, tornando- se dependentes dessa substância viciante. “O Brasil pode se orgulhar pelo seu histórico de conquistas em controle do tabaco nas Américas. Evidências atuais não sugerem que esses produtos sejam menos prejudiciais do que os
cigarros convencionais. Os cigarros eletrônicos não contêm tabaco, mas são prejudiciais à saúde”, complementa o especialista.
Leia a matéria completa na edição desta segunda-feira, 12, do jornal impresso Tribuna de Notícias.




