Tiago Monte
Joinville
A vitória do Criciúma por 2 a 1 sobre o Nação, no início da tarde deste domingo, em Joinville, deixa o Tigre a um passo do acesso. Porém, o técnico Cláudio Tencati pede atenção para a partida de volta, na quarta-feira, às 20 horas, no Majestoso. “Sabemos que tem mais jogo, não está nada ganho. Construímos uma vantagem, mas não definimos a classificação. Temos mais 90 minutos para jogar em casa. É na nossa casa, mas precisamos jogar. E futebol é jogado em campo, não é feito de falas. O gerenciamento de uma vantagem é feito jogando, como jogamos o primeiro tempo e também diante do Operário. Então, é isso que queremos que a equipe faça no jogo de retorno em casa, na quarta-feira”, comenta.
O treinador pede que o Criciúma jogue buscando a vitória, sem pensar em empatar ou até perder por um gol de diferença, conforme indica a vantagem construída pelo time carvoeiro. “Quando você desloca a força máxima, fica o compromisso e a obrigação de ter que vencer o adversário. Isso porque a camisa do Criciúma é pesada, o histórico do clube e por estar na Série B do Brasileiro. Mas a gente sabe que o futebol se resolve é dentro de campo, por isso alguns jogos de mata-mata são surpreendentes. Aconteceu aqui: o jogo estava totalmente controlado e uma bola que era para quebrarmos e não quebramos, acabou gerando o pênalti. Mudou o contexto da partida. Esse é o foco que precisamos ter: se fez o primeiro gol, mantém o ímpeto para fazer o segundo. É só seguir fazendo o que fizemos para chegar ao primeiro gol. Vamos administrar o resultado em casa, jogando e buscando a vitória”, pontua.
Tencati acredita que o Criciúma poderia ter estabelecido uma vantagem maior no confronto diante do Nação. “Viemos para vencer. Imprimimos um ritmo e fomos melhores no primeiro tempo todinho. O Gustavo pouco trabalhou. No jogo todo, na verdade. Desperdiçamos as oportunidades para fazer um placar um pouco mais elástico, mas acredito que a equipe jogou organizada, consistente e os erros são normais. Ainda tem uma ou outra ondulação no gramado, que dificultava um pouco o ritmo do jogo, que ficava mais lento. Em geral, o meio-campo funcionou bem, o jogo pelo corredor, de novo, com a participação dos atacantes e poderia ter sido um três a um, no mínimo, com tranqüilidade, ou nem levar o gol. Foi um erro nosso e levamos o gol”, comenta.
O gol de pênalti, marcado pelo Nação, fica como uma lição para o Criciúma, na ótica do treinador. “Fica a lição. Foi pênalti, posso afirmar, e houve um erro em tomada de decisão coletiva. Houve dois momentos para tirar, mas não tiramos e tentamos controlar a bola e sair jogando. Não podemos passar dos limites, mas os jogadores estão conscientes. Ainda bem que conseguimos o segundo gol, senão poderia ter prejudicado a nossa vantagem”, finaliza.




