Gustavo Milioli
Criciúma
O auditório da sede da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) ficou lotado nesta terça-feira, 2, para um encontro entre as classes política e empresarial
com representantes da Procuradoria Geral da Republica (PGR). Na pauta, as licenças ambientais travadas na região por conta da Ação Civil Pública (ACP) do Carvão. Como encaminhamento, ficou decidido que três técnicos indicados pela Amrec defenderão os interesses dos municípios da região no Grupo Técnico de Apoio à aplicação da ACP.
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“A gente avançou bastante. Os procuradores da República ficaram bastante sensibilizados
e vão analisar caso a caso pela aprovação – ou não – das licenças, que serão discutidas individualmente”, explica José Cláudio Gonçalves, o Neguinho, prefeito de Forquilhinha e presidente da Amrec.
Prazo estipulado até novembro
Por ora, nenhuma licença será emitida pelo órgão. Uma nova reunião foi marcada para o dia 10 de agosto. A comitiva da PGR indicou um prazo até novembro para a continuidade dos estudos técnicos, com a possibilidade de os primeiros licenciamentos serem liberados ainda antes do final do ano.
“Os prefeitos da região participaram em massa. Essa ACP mexe com 6 mil hectares na Região Carbonífera. Por isso, queremos a liberação de uma parte, que dará um ‘boom’ no desenvolvimento regional”, garante Neguinho. O presidente reforçou que, com a flexibilização de determinadas áreas consolidadas pela ACP do Carvão, haverá a possibilidade de novas edificações serem construídas, impactando a economia da região.
“Nós entendemos que existem locais que podem ser liberados para construção,
para a instalação de indústrias, empresas, loteamentos, parques, prédios públicos e assim por diante. Essa é a nossa luta e o que estamos buscando”, complementa. Ainda de acordo com Neguinho, a expectativa é conseguir a liberação de ao menos metade da área protegida atualmente.
Leia a matéria completa na edição desta quarta-feira, 27 do jornal impresso Tribuna de Notícias




