Gustavo Milioli
Siderópolis
Dia 25 de julho é o dia dedicado ao colono. Aquele que escolheu, como princípio de vida, fazer brotar da terra o sustento de toda nação. Que espera a cada colheita que seu trabalho seja reconhecido. Que enfrenta frio e calor intenso na luta para produzir o pão de cada dia, que vai para mesa de todo brasileiro.
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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Içara, Jair D’Estefani explica que o dia do colono é comemorado especialmente pela vinda dos colonizadores ao Brasil, que prometia pagar a viagem de vinda ao Brasil, além da cidadania e dar um pedaço de terra as famílias que aceitassem vir para se instalar no país. Assim, o país conseguir atrair muitos estrangeiros, que ao chegar aqui percebiam que a promessa não era bem como estava na propaganda, pois aqui enfrentariam problemas similares aos que a Europa passava, como falta de infraestrutura e apoio para desenvolver seus negócios, principalmente de agricultura e pecuária.
Ainda assim, muitos dos que aceitaram conseguiram se estabelecer e transformar a terra, que antes não era produtiva, tornando as regiões do Sul e Sudeste as mais desenvolvidas do país em termos de agricultura e também cultura, contribuição que é percebida até hoje na nossa economia, assim como na diversidade.
Atualmente, as famílias destes colonizadores ainda permanecem no campo, mesmo com as dificuldades enfrentadas no dia a dia.
Volta às origens
O casal Dirlei Bortoluzzi, o Dido, e Cristina dos Santos Bortoluzzi, a Cris, morava na Alemanha quando teve o ‘start’. Procurando melhores oportunidades de trabalho na Europa, eles haviam deixado para trás a grande propriedade familiar em Rio Jordão Alto, Siderópolis, mas logo perceberam que voltar para empreender, literalmente, no quintal de casa, era um melhor negócio.
“Nos dias de folga, gostávamos de ir em um parque ecológico. Lá, existiam animais de várias raças, mas o público só tinha contato com os de metal. As crianças subiam em cima de um cavalo metálico e ficavam brincando, achando o máximo. O contato com os bichos de verdade era apenas visual. Ninguém podia tocar nos cavalos, e eu achava isso uma barbárie, o cúmulo. Sempre dizia, ‘quando eu tiver a oportunidade, vou encher a minha casa de bichos e vou convidar todo mundo para ver.’ Foi essa visão que deu início a tudo”, conta Dido.
Desde 2014, o sideropolitano e a esposa administram uma pousada focada no turismo rural, levando aos visitantes a experiência de viver como um verdadeiro colono, ao menos por um dia. “No começo, tínhamos apenas uma égua, compramos mais outra. Um cavalo velho de carroça, que estava machucado, seria sacrificado pelo dono. Pegamos também e começamos a operar com esses três animais”, recorda Cris.
Matéria completa na edição desta segunda-feira do jornal impresso Tribuna de Notícias




