Neoveneziano integra produção de filme em 3D

Thais Borges/Especial
Nova Veneza

Nascido em Criciúma, mas de Nova Veneza de coração, Marcos Pieri, de 29 anos, hoje realiza o sonho de trabalhar com cinema. Ele está no Rio de Janeiro há 13 anos e se formou em bacharelado em cinema pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. O último e mais recente trabalho é o de produtor associado no filme “Pluft, o Fantasminha”, primeiro live action (termo que define a atuação realizada por atores e atrizes reais, ao contrário de animações) em 3D feito no Brasil.

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O produtor criativo já participou de longas-metragens muito importantes na Raccord, produtora a qual é sócio. Alguns de seus trabalhos estão marcados nos filmes “Missão Cupido”, “Álbum em Família”, “Madalena”, “Cedo Demais”, “Correndo Atrás”, além de ter outros filmes no seu currículo. Especialmente “Pluft, o Fantasminha” é uma adaptação de uma peça teatral da década de 50 e, para virar filme, estava sendo produzido desde 2012.

Trabalho
Alguns efeitos especiais do filme foram feitos embaixo d’água para simular o voo dos fantasmas. Essa foi somente uma parte da produção que demorou aproximadamente um
ano para ficar pronta. Primeiro, todas as cenas foram gravadas normalmente no ambiente seco. Só depois disso foram iniciadas as captações embaixo d’água. “Foi uma filmagem que nunca antes foi feita no Brasil. Tivemos que experimentar muita coisa, inventar para ter uma boa captura desse efeito especial. Foi um desafio que a gente se empolgou muito para fazer e correr atrás”. O longa-metragem infanto- juvenil será lançado no dia 21 de julho e conta a história de uma criança que é sequestrada por um pirata e levada ao sótão de uma casa, local em que conhece o Pluft, fantasma que tem medo de pessoas. Arthur Aguiar (ex-BBB), Lucas Salles, Hugo Hermano e Fabiúla Nascimento fazem parte do elenco.

O despertar para o cinema
Desde pequeno, ao ir ao cinema, Pieri se deslumbrava ao olhar para o telão e em seu
coração palpitava uma curiosidade sutil sobre o mundo da sétima arte. “Minha mãe fala que desde criança eu ia ao cinema e ficava assistindo quieto o filme”, relembra. O pai, Renato Pieri, é apaixonado pela dedicação do filho, que fez curso de teatro e também se formou em publicidade. O pai sempre cultivou a leitura dentro de casa e apoiou o filho quando, aos 16 anos, se inscreveu para o vestibular da PUC. “Eu sou um leitor assíduo
e os meus filhos também viraram. Sempre gostamos de cinema. Notamos que o Marcos gostou disso. Fiquei surpreso. Foi bacana”, fala o pai orgulhoso.

O cineasta acredita que o ambiente escolar também o incentivou na profissão. “Toda a
minha vida eu estudei no Michel, em Criciúma e, para mim, eles sempre expandiram muito
a minha cabeça em termos de aprender que a cultura, dança, teatro têm relevância”.

Pieri ainda quer voltar para Nova Veneza para estimular a produção na região. “Nova Veneza faz uma festa no meio do ano, o Carnevale di Venezia. Eu acho que é uma riqueza. Então, tem gente com muita criatividade nas regiões e acho que realmente falta um estímulo”. Pieri já foi desmotivado por querer ser profissional. “Já me falaram ‘não tem como’, ‘tu não conhece ninguém famoso’, ‘sabe lá onde tu vai chegar’. Teve muita gente
desacreditando”. Uma mensagem de incentivo final é que a arte deve ser valorizada.

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