Criciúma: cobrança individualizada de água no Carmel é discutida

Letícia Ortolan
Criciúma

O Consórcio Intermunicipal de Saneamento Ambiental (Cisam-Sul) avaliou na tarde dessa
quinta-feira, dia 14, a possibilidade da cobrança individual da tarifa de água no Condomínio
Carmel, no bairro Manaus, em Criciúma. Apresentando resposta positiva através de vistoria
técnica, o próximo passo será uma reunião com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). No último mês, os moradores do residencial ficaram sem abastecimento. O motivo pela suspensão do serviço é a existência de uma dívida com a
companhia de cerca de R$ 4 milhões.

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Conforme Antônio
Willemann, superintendente do Cisam- Sul, o uso de medidores individuais de água é obrigatório. Trata-se de uma Lei Federal, nº 13.312, de 2016. O condomínio entregue em 2011 foi construído dentro das exigências. “Verificamos a possibilidade de individualizar as contas, tratando como uma forma de justiça social, e agora teremos uma reunião com a Casan [Companhia Catarinense de Águas e Saneamento]. Iremos em busca da melhor solução para os moradores”, explicou.

Avaliação
A visita de avaliação do Cisam-Sul ao Condomínio Carmel aconteceu por meio de requerimento do Paulo Ferrarezi (MDB), vereador da Câmara de Criciúma. O pedido foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares do Legislativo. Além do autor, os
vereadores Miguel Pierini (PP) e Manoel Rozeng (PP) também estiveram com os profissionais do consórcio intermunicipal, conversando e prestando esclarecimento aos moradores.

“Sou morador do bairro e acompanho a situação do condomínio desde o início. Alguns moradores pagam a conta de água e outros não, por isso que gera essa confusão. Existem idosos e crianças usando água de poço, não potável, que podem acarretar até mesmo em doenças. Por isso, além do beneficio da tarifa social, pedimos que a Cisam-Sul estivesse no local e averiguasse a possibilidade de individualizar as contas”, explicou Ferrarezi.

Corte de água
Em 2020, os moradores do Condomínio Carmel também tiveram água cortada por conta
de contas pendentes. Neste ano, ao acumular cerca de R$ 4 milhões de dívida, a Casan ofereceu a possibilidade de parcelamento do valor. A Câmara de Vereadores solicitou ainda, o benefício de tarifa social pelo local ser considerado de baixa renda.

No entanto, a água foi cortada pelo mesmo motivo de dois anos atrás e no momento, a Casan averigua uma contraproposta de parcelamento oferecida pelos moradores do Condomínio Carmel. Mesmo com o benefício da tarifa, eles não estão conseguindo quitar as
dívidas.

Segundo Gilberto Benedet, superintendente regional da Casan, após a averiguação da
Cisam-Sul, a companhia irá aguardar um encaminhamento formalizado para tratar do assunto. “Quando recebermos o documento oficial, iremos fazer uma análise jurídica para tomar providências do que deve ser feito”, explicou.

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