Tiago Monte
Criciúma
Após o jogo, o técnico Cláudio Tencati bradou contra a Federação Catarinense de Futebol (FCF). Segundo o comandante carvoeiro, o combinado, antes do começo da Série B Estadual, não está sendo cumprido e o acúmulo de jogos está prejudicando o desempenho do Tigre. “Quando começou o campeonato da Segunda Divisão, quando teve o Arbitral, lá atrás, com a nossa diretoria, a Federação deixou bem claro que o Criciúma iria jogar quando pudesse. E não é isso que está acontecendo. Estão empurrando tudo no Criciúma. ‘Porque tem que jogar e tem que jogar… já estão querendo terminar em agosto, empurrar dois jogos na semana para nós, e com jogo do Brasileiro no meio”, dispara o comandante.
Conforme Tencati, o calendário está apertado para o Criciúma. “Não vou ficar justificando. Nós sabíamos da competição, mas não dessa forma. Está ficando apertado para nós. A competição era para terminar em um prazo indeterminado, mas mudaram a regra. Então, agora, está sobrando para o Criciúma”, enfatiza.
Tencati diz que o Criciúma fez um jogo irregular e lamentou a desorganização do time no final do jogo. “Teve momentos bons e outros ruins. Se nós dissermos que não tivemos chances no segundo tempo, ampliamos a qualidade da equipe, a chegada, as finalizações, o goleiro fez duas defesas providenciais. Finalizamos. Agora, o que ocorre: a partir daí, no final do jogo, a gente acha que vai ganhar o jogo de qualquer jeito. Debanda todo mundo. A minha maior cobrança aqui foi essa. Aquela desorganização no final, por exemplo: o Carlos Renaux foi melhor no final, nos três ou quatro minutos, ou o Criciúma que deixou isso acontecer? O Criciúma deixou isso acontecer porque se desorganizou, gerando contra-ataques. O centroavante saiu na cara do gol porque deixamos tudo no mano a mano, no um contra um, sem proteção alguma. Eu fiquei nervoso, bravo, com isso aí. Eu disse para eles: eu não estou vendo má vontade dos jogadores, mas tem que terminar com uma organização melhor. Não dessa forma. Não é dessa forma que nós vamos melhorar no Catarinense. Daqui a pouco vai apertar e nós vamos ter que usar mais força máxima”, finaliza.




