Tiago Monte
Criciúma
Foto: Celso da Luz/CEC
Triste com o resultado da partida, o técnico Cláudio Tencati fez questão de exaltar a torcida carvoeira, que lotou o estádio na tarde deste sábado. O comandante carvoeiro valorizou a festa dos torcedores nas arquibancadas. “Enfatizo e digo que o mérito dessa bela festa foi do torcedor carvoeiro. Espetacular essa mobilização do torcedor em prol ao Criciúma. O amor e a paixão que essa torcida tem com o clube. Nós temos que, realmente, parabenizar e bater palmas, como fizemos no final, porque o grande espetáculo foi eles que deram hoje aqui. Parabéns torcida carvoeira. Não esquecer que estamos juntos, temos um propósito nessa competição e vamos cumpri-lo. Que o torcedor confie. Não é uma derrota como essa que vai apagar o brilho da equipe para o resto do campeonato”, diz Tencati.
O treinador afirmou que o time cochilou no início do jogo e demorou para se encontrar na partida. “Ser surpreendido com um pênalti que não está nos planos é pior ainda. Daí você gera um placar inferior. Demoramos para nos encontrar, inclusive, depois do gol. Não sei se houve um abatimento, se houve uma estrutura emocional de um peso. Nos perdemos e não conseguimos construir um jogo efetivo, que é do Criciúma. Ao mesmo tempo, marcando distante, descompactado, não funcionando a nossa marcação de atacar marcando, pressionante. Isso até uns 25, 30 minutos: o Criciúma não se encontrou”, ressalta Tencati.
Para o comandante, na reta final da etapa inicial, o time já se encontrou e amassou o Vasco no segundo tempo. “Na reta final do primeiro tempo, na minha opinião, a gente já melhorou, crescemos de novo e começamos a chegar. Até pressionamos e começaram a aparecer os espaços para nós, mas, infelizmente, no primeiro tempo, não conseguimos efetivar isso. No segundo tempo, nós aumentamos o poder de fogo, melhoramos a profundidade com o Hermes, mas principalmente o meio de campo. Então, melhoramos muito o fluxo de jogo. Se não me engano foram 13 finalizações a três no segundo tempo. O Criciúma cresceu muito e foi uma pena não ter empatado. É uma dó”, destaca. “Não vejo a derrota hoje como justa. O Criciúma merecia ao menos o empate”, completa.
Vacilo da linha defensiva no pênalti
Tencati não tirou uma conclusão clara sobre o pênalti a favor do Vasco. Para ele, o lance é difícil, mas houve vacilo da defesa do Criciúma. “O lance é difícil, eu não tive tempo de analisar ainda. Acho um cochilo geral da linha defensiva porque é uma bola de escanteio que veio para o meio campo, no rebote, e a gente saiu desorganizado. Quando essa bola retorna para a nossa grande área, nosso retorno foi lento e sem organização. O jogador do Vasco infiltra e a gente fica no um contra um na área. Pelo que vi, a mão estava aberta e tocou na bola. Daí tem aquele detalhe que a gente tem sempre orientado: dentro da área, fixa o braço para trás. Tivemos um gol a favor contra o Vila que foi polêmico, mas foi pênalti. Então, deixa o braço para trás para que bata no peito ou exploda no rosto. Em qualquer parte do corpo, menos no braço. Foi isso que acontece, mas perde todo mundo. Não tem culpado. A equipe perdeu”, pontua.
Tencati ressalta que os jogadores precisam estar mais acostumados a jogos grandes. “Nós temos que acostumar. Os próprios jogadores. Para a comunicação existir e ser efetiva. A comunicação foi bem forte no vestiário, por vários aspectos: orientação, posicionamento ofensivo e melhora de marcação e posicionamento defensivo. Atitudes individuais foram cobradas também, além das mudanças táticas”, diz. “Foi uma pena, a gente não ter gerado o empate. Fica o exemplo para nós mesmos: jogos deste nível, desta grandeza, tem que entrar a mil por hora, do primeiro ao último minuto”, finaliza.




