Gustavo Milioli
Criciúma
Seguindo a tendência verificada no Brasil e em Santa Catarina, a Região Carbonífera (Amrec) teve saldo positivo de empregos formais pelo quarto mês consecutivo em abril. Considerando os 12 municípios, foram 7.096 contratações e 6.548 desligamentos no período, resultando em 548 novas vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira, dia 6, pelo Ministério do Trabalho e Previdência.
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“Para a região, é de fundamental importância que o saldo de empregos continue positivo, pois é um indicativo de crescimento da atividade econômica, que acaba impactando positivamente todos os setores”, avalia Valcir José Zanette, presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic).
Zanette ressalta que, por meio da Rede de Talentos, a entidade também observa aumento na demanda por profissionais. Entre janeiro e abril, 12.101 vagas foram cadastradas na ferramenta, ofertadas por mais de 2 mil empresas da região e de outras cidades. No mesmo período, houve o cadastro de 6.325 currículos, de pessoas buscando a inserção no mercado de trabalho ou conseguir uma nova colocação.
Cidades que puxaram o movimento
Novamente, a geração de empregos na região foi liderada por Criciúma, que em abril acrescentou 287 postos de trabalho com carteira assinada. Na sequência, vêm Nova Veneza, com 64 vagas adicionadas, e Siderópolis, com 54.
Também contribuíram para o saldo positivo Lauro Müller, com 47 novos empregos; Orleans, com 42; Morro da Fumaça, com 40; Balneário Rincão, com 39; Içara, com 33; e Cocal do Sul, com 16. Em Forquilhinha, o número de admissões foi igual ao de demissões em abril (401), enquanto Treviso teve o fechamento de sete postos de trabalho formalizado e Urussanga, de 67 no mês.
Acumulado
Com o desempenho em abril, a Região Carbonífera acumula 3.672 empregos formais adicionados no ano, tendo Criciúma na liderança, com 2.263. No entanto, praticamente todos os municípios apresentam saldo positivo na comparação entre o número de contratações e o de demissões no período. A única exceção é Urussanga, que perdeu 163 postos de trabalho registrados em carteira entre janeiro e abril.
Entre os setores, o maior número de novas vagas – 2.596 – foi gerado pelos serviços, seguido pela indústria, com 1.055, e pela construção, com 298. Já a agropecuária perdeu 50 postos formalizados no período e o comércio, 227.
SC tem a maior geração de empregos do Sul no primeiro quadrimestre
A geração de empregos continua positiva em Santa Catarina. Mesmo com uma população quase 40% menor que os vizinhos Paraná e Rio Grande do Sul, o estado catarinense teve a maior geração absoluta de postos de trabalho formais no Sul do Brasil durante os quatro primeiros meses do ano. O saldo no primeiro quadrimestre foi de 66.922 vagas, o que representa também o terceiro melhor resultado do Brasil, atrás apenas dos dois estados mais populosos do país: São Paulo e Minas Gerais.
O governador Carlos Moisés lembrOU que Santa Catarina também possui a menor taxa de desemprego do Brasil, com 4,5%, menos da metade da média nacional. Segundo o chefe do Executivo estadual, o desempenho apresentado pelo estado é fruto de uma economia diversificada, da segurança jurídica para investimentos privados e da resiliência da população.
“O povo catarinense é trabalhador por natureza. Em momentos de dificuldade, ele arregaça as mangas e se entrega ao serviço. De parte do Governo do Estado, nós buscamos sempre atuar como parceiros do setor produtivo, auxiliando na atração de novos negócios. Santa Catarina tem todas as suas regiões bem desenvolvidas, e isso é um ativo muito importante. Continuaremos trabalhando para que os números do nosso estado sejam cada vez melhores”, afirma Carlos Moisés.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Jairo Sartoretto, ressaltou que a geração de empregos é um dos principais termômetros da atividade econômica. “Estamos atrás apenas dos gigantes São Paulo e Minas Gerais, que possuem populações muito maiores. Nossos resultados são excelentes. Apenas em abril, tivemos um saldo positivo de 7.238 vagas, puxadas principalmente pelo setor de serviços. Também precisamos destacar que, em Santa Catarina, houve um equilíbrio entre o cuidado com a saúde e a manutenção da força de trabalho. Temos a menor taxa de letalidade para Covid-19 do país”, frisa Sartoretto. Além dos serviços, os setores do comércio e da construção civil também tiveram saldo positivo na geração de empregos em abril.
Salário médio
O salário médio do país, registrado no momento de admissão no mês de abril estava, em R$ 1.906,54. “Comparado ao mês anterior, houve acréscimo real de R$ 15 no salário médio de admissão, uma variação em torno de 0,79%”, detalha o Caged. A taxa de desemprego no Brasil caiu para 10,5%, o menor percentual desde 2015.
O SALDO DE EMPREGOS DA AMREC EM ABRIL:
| CIDADE | ADMISSÕES | DESLIGAMENTOS | SALDOS |
| Balneário Rincão | 141 | 102 | 39 |
| Cocal do Sul | 223 | 207 | 16 |
| Criciúma | 3.629 | 3.342 | 287 |
| Forquilhinha | 401 | 401 | 0 |
| Içara | 1.021 | 988 | 33 |
| Lauro Müller | 180 | 133 | 47 |
| Morro da Fumaça | 278 | 238 | 40 |
| Nova Veneza | 352 | 288 | 64 |
| Orleans | 363 | 321 | 42 |
| Siderópolis | 216 | 162 | 54 |
| Treviso | 27 | 34 | -7 |
| Urussanga | 265 | 332 | -67 |
TOTAL: 548
O SALDO DE EMPREGOS DA AMESC EM ABRIL:
| CIDADE | ADMISSÕES | DESLIGAMENTOS | SALDOS |
| Araranguá | 779 | 670 | 109 |
| Balneário Arroio do Silva | 54 | 65 | -11 |
| Balneário Gaivota | 55 | 50 | 5 |
| Ermo | 77 | 78 | -1 |
| Jacinto Machado | 51 | 62 | -11 |
| Maracajá | 110 | 84 | 26 |
| Meleiro | 61 | 65 | -4 |
| Morro Grande | 18 | 11 | 7 |
| Passo de Torres | 90 | 47 | 43 |
| Praia Grande | 58 | 82 | -24 |
| Santa Rosa do Sul | 39 | 36 | 3 |
| São João do Sul | 70 | 49 | 21 |
| Sombrio | 409 | 382 | 27 |
| Timbé do Sul | 18 | 29 | -11 |
| Turvo | 171 | 163 | 8 |
TOTAL: 187
Fonte: Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados




