Mais de 300 licenças de pescadores profissionais são suspensas em SC

Criciúma
Letícia Ortolan

Mais de 300 licenças de pescadores profissionais inscritos no Registro Geral da Atividade Pesqueira foram suspensas por determinação da Secretaria de Aquicultura e Pesca, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na última semana, em Santa Catarina. As suspensões, publicadas no Diário Oficial da União, foram realizadas após análise de possíveis inserções e reinserções, além de indícios de fraudes e irregularidades.

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No Sul catarinense, sete licenças foram suspensas, sendo cinco de Balneário Rincão, uma de Içara e uma de Balneário Gaivota. Os afetados têm um prazo de 60 dias para apresentar provas contra a decisão do Poder Público. A ação pode ser feito no site do Governo Federal e caso esteja dentro das exigências, a ativação será feita.

Trata-se de uma iniciativa do Governo Federal, especialmente para combater o recebimento indevido de benefícios que a categoria de pescados tem direito e recebem. De 2019 até agora, mais de 67 mil licenças irregulares foram suspensas e cerca de 39 mil foram canceladas no país.

“Isso aconteceu no Brasil todo, no total foram 12 mil licenças suspensas. Acontece da seguinte forma: o governo suspende a licença e a pessoa tem que se manifestar e comprovar se é mesmo pescador profissional, para ver se realmente tem direito ao benefício concedido”, disse Túlio Tavares, Superintendência Federal do Ministério da Agricultura em SC.

Conforme Jairo Gund, secretário de Aquicultura e Pesca, do Ministério da Agricultura federal, a suspensão é uma forma de valorizar e dar dignidade aos verdadeiros pescadores e do dinheiro público. Já que, em grande parte dos casos, são pessoas que se passam pelos profissionais.

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