Tiago Monte
Criciúma
Uma das corporações mais tradicionais no ramo de segurança, na região, as Empresas Radar chegaram aos 29 anos de fundação ontem. A companhia presta serviços de vigilância eletrônica, limpeza e conservação, jardinagem, recepcionista, telefonista e mão de obra especializada. Para manter a excelência nos serviços, anualmente a empresa direciona de 10 a 12% do faturamento para tecnologia e treinamento. “Realmente, a tecnologia avança rápido. É como ter um telefone novo: tu compras hoje o que tem de mais moderno e amanhã já tem outro. Esse equipamento que usamos hoje, de tecnologia israelense e fabricação americana, tem um aperfeiçoamento e rapidez grande nas mudanças. Precisamos estar atentos, senão somos ‘engolidos’”, explica José Altair Back, presidente da empresa.
As Empresas Radar não poupam esforços para desenvolver as equipes. “Estamos no meio do treinamento. A Lei diz que para ser vigilante, a pessoa precisa ter curso e fazer a reciclagem de dois em dois anos. Isso é o que a Lei manda, mas nós colocamos todos eles, em sala de aula, todos os anos”, destaca Back.
O desenvolvimento deste ano é ministrado, em parte, por um Policial Militar. “As outras duas partes do treinamento são com um pessoal próprio nosso da empresa. O investimento não é só no treinamento, mas tem hora extra para todo mundo que vem na empresa, além disso, tem lanche e uma estrutura grande”, pontua Back.
A história começa em Cocal do Sul
Em 1993, a Radar iniciou a trajetória, em Cocal do Sul. O começo, porém, foi tortuoso. “Iniciamos com uma estrutura bem pequena. Tínhamos apenas um cliente, a Eliane. Depois de seis meses de empresa montada, começamos a buscar novos mercados. Tínhamos 56 funcionários, agora são 540”, detalha Back. “Começamos pequenos, com pouca estrutura, mas muita vontade de trabalhar. Tínhamos pouca experiência em gestão. Sabíamos fazer a parte operacional, mas precisamos nos aprimorar no restante. Fazíamos a gestão administrativa e tudo mais. Começamos fazendo tudo”, completa o presidente.
Back lembra dos esforços para consolidar a empresa no mercado. “No início, as dificuldades foram grandes. Muitas pessoas veem a empresa bem, mas não sabem o que passamos para chegar onde chegamos. Fiquei nove anos sem tirar férias, trabalhando 12 horas, de segunda a domingo, das seis da manhã às seis da tarde. Eu tinha dois supervisores que revezavam à noite e, durante o dia, eu fazia a parte comercial e operacional. Eu buscava novos clientes e atendimento de ocorrência em cliente, era tudo comigo. Então, passamos um trabalho grande, mas acreditamos que tudo valeu a pena”, detalha.
Atualmente, cada área tem um gerente específico que tem a responsabilidade pelos resultados. “Eu estou na direção e cobro os resultados das metas estipuladas. Hoje, para mim, é bem mais tranquilo, em função da equipe muito boa que tenho. Assim, eu tenho mais tranquilidade para trabalhar”, pontua Back.
Gratidão aos funcionários que escrevem a história
Back diz que os responsáveis pela história da empresa são os funcionários. “Eu nunca fiz nada sozinho, por isso, a minha gratidão aos colaboradores que estão conosco, até hoje, e também aqueles que passaram pela empresa. Tem gente que se aposentou na empresa. Esse trabalho que eles fazem, serve para escrever a história da empresa. Eu monto o time e eles fazem a história. Então, hoje, o sentimento principal é de gratidão”, diz Back.
Para os próximos anos, o crescimento projetado é de 10%. “Nosso planejamento está pronto, desde o ano passado, e temos acompanhado mensalmente. Se continuar neste ritmo, vamos atingir a meta de crescimento”, pontua.
A excelência nos serviços também será mantida. “Não vamos deixar de buscar o que tem de melhor no mercado. Amanhã e quinta-feira, teremos três profissionais nossos na Feira de Segurança Internacional em São Paulo para prospectar clientes de outras regiões também. Queremos oferecer um produtor de primeira qualidade a preços acessíveis. A despesa de viagem é grande, mas acaba se tornando investimento para ficarmos por dentro do que há de melhor na tecnologia”, enfatiza. “Todo ano aparecem coisas extraordinárias, que nem estamos pensando, e o pessoal vê na Feira. Assim achamos soluções para nossos problemas”, finaliza.




