Mais da metade dos casos de cegueiras poderiam ser evitados

O Abril Marrom é o mês de prevenção a doenças que causam cegueira. Apenas no Brasil, estima-se que mais de 1,5 milhão de pessoas são cegas. Deste número, 75% dos casos poderiam ser evitados mediante os exames de rotina. Valentim Nesi, de 71 anos, perdeu a visão ainda criança após desenvolver encefalite. Em 1960, o idoso se despediu da relação visual com o mundo para sempre.

Diretor-presidente da Associação dos Deficientes Visuais do Sul (Advisul) de Criciúma, Nesi ficou cego aos 11 anos. Na época, morava no interior de Treviso e o acesso à saúde era difícil. “Eu morava com meus pais e era complicado até mesmo de ir para outra cidade, como Criciúma. Sentia muitas dores de cabeça, mas nunca fui ao médico”, relembrou.

A partir de então, sua vida mudou completamente. O olho esquerdo foi o primeiro afetado pela cegueira. Meses depois, a visão ficou totalmente comprometida. “Ainda lembro como se fosse hoje, foi um dia que fiquei quase em coma. Meu pai tentou correr comigo para o médico, mas não conseguimos ir”, explicou Nesi.

Criciúma, Florianópolis, Porto Alegre e São Paulo foram algumas das cidades que Valetim procurou ajuda médica depois de perder a visão por completo. No entanto, nenhum dos médicos sabia diagnosticar o fato, tampouco reverter a situação.

“Por anos procurei por hospitais, mas os profissionais não sabiam dizer o que aconteceu. Fiz inúmeras tomografias, passei por oftalmologistas, e uma vez um médico analisou toda a situação com os exames necessários e me explicou. Meu cérebro ficou coberto de pus e a minha visão não funcionou mais”, explicou o idoso.

Segundo Tatiana Bruch, neurologista, é comum que a encefalite ocasione a cegueira. “Os sintomas são variados, podem ser leves ou graves. Uma forma de prevenir é diminuir a chance de infecção por bactérias e vírus, tomar vacinas ajuda nisso”, ressaltou.

A matéria completa você lê na página 2, da edição do Tribuna de Notícias desta quinta-feira

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