Servidores de Orleans aguardam negociações com a Prefeitura

Os servidores públicos de Orleans anunciaram estado de greve até o dia 13 de abril. A principal reivindicação, conforme Janes de Lorenzi, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Sintramor), é a implantação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

“Temos 14 reivindicações e até agora a administração só resolveu o acordo salarial, fora a isso, mais nada. Na pauta está a implantação da Cipa, porque todas as empresas com mais de 100 funcionários possuem, a prefeitura tem mais de 500 colaboradores e até agora não aderiu”, destacou Janes.

Além disso, os colaboradores reivindicam por prêmio de assiduidade aos servidores que não faltam, flexibilidade nos horários de abertura dos postos de saúde para beneficiar aqueles que trabalham em horário comercial e apoio aos estudantes. “Temos muitas coisas para pedir, que achamos interessantes serem melhoradas, mas eles não querem diálogo”, disse a presidente do Sintamor.

O Sintramor espera por uma posição da Prefeitura nos próximos dias e tenta alinhar uma data para discussão. A reunião que estava marcada para a próxima semana, foi cancelada. O sindicato ainda alega que a comissão de negociação montada pela gestão municipal no ano passado, não acolhe as pautas coletivas e constantemente impõe as próprias regras.

“O estado de greve é mais um alerta para o Governo Municipal, não significa greve ou paralisação. Nós só queremos conversar, é estranho ver que não querem ouvir os funcionários”, finalizou Janes.

Prefeitura de Orleans

De acordo com Mario Coan, prefeito interino até o dia 5 de abril, a Prefeitura não tem previsão para discutir sobre o assunto. “Por enquanto vai ficar como está, a gestão municipal fez a reposição salarial de mais de 18%, então chega ser fora de contexto esse tipo de conversa. O sindicato possui 125 participantes e essa decisão foi tomada por menos de 40 deles”, disse.

Coan ainda alegou que o Sintramor precisará aguardar o retorno das férias do prefeito Jorge Koch, pois ele esteve à frente das negociações com os servidores. “Mas isso chega a ser uma desavença, porque a prefeitura nunca atrasou o salário de ninguém. Assumi a gestão por apenas 15 dias e tenho outras decisões para tratar”, indagou.

Araranguá

Em Araranguá, os servidores públicos seguem em estado de greve desde o dia 4 de março. Uma nova comissão para reabrir as negociações foi formada pelo Sindicato dos Servidores do município, na última assembleia realizada no dia 25 de março. A principal reivindicação dos funcionários é o reajuste salarial, com reposição salairal da inflação entre 10,54%, além de vale alimentação no valor de R$ 500,00.

 

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