Tiago Monte
Araranguá
Os servidores municipais de Araranguá seguem em estado de greve. Uma assembleia foi realizada, durante a noite de quinta-feira, e a proposta feita pelo município foi rejeitada pelos funcionários públicos. “Continuamos em estado de greve. A administração municipal fez uma proposta de 7%, que é menor que o índice de inflação. E 10% de aumento sobre o vale alimentação, sendo que faz três anos que não temos aumento real. A proposta foi rejeitada. Tem servidores recebendo menos que um salário mínimo, já que o salário base dos trabalhadores de serviços gerais, vigias e operários está defasado”, pontua Simone Zilli Silvestri de Oliveira, servidora e presidente do Sindicato dos Servidores de Araranguá.
Na segunda-feira haverá um ato organizado pelos servidores, na Câmara de Vereadores, às 19 horas. “A Administração não tem valorizado a categoria. Amanhã (sexta-feira) vamos protocolar um pedido de nova reunião com a Administração”, comenta Simone.
Uma nova assembleia já está agendada para a próxima sexta-feira, dia 25, às 19 horas. “Caso a Administração não nos receba, nesta semana, daremos os encaminhamentos” , ressalta a presidente.
Município está aberto às negociações
O procurador do município, Daniel Menezes, diz que a Administração de Araranguá segue buscando o entendimento com os funcionários para que a situação se resolva o mais rápido possível, com ambas as partes satisfeitas. “Foi feita uma proposta pelo município e, se eles rejeitaram, temos que continuar conversando. O sindicato ainda não nos informou sobre a rejeição da proposta, mas deve nos comunicar amanhã (sexta-feira) pela manhã. Amanhã mesmo devemos conversar para buscar o entendimento”, explica Menezes.
A Administração justifica que já concedeu um aumento aos funcionários em janeiro. “Foi concedido um aumento de 5,3% em janeiro. Agora oferecemos mais 7%, além de 10% sobre o vale alimentação. A folha de pagamento de Araranguá é perto de 8 milhões de reais, sendo que a arrecadação é de 200 milhões de reais. Então, a folha é bem alta. Qualquer 1% faz diferença para a folha, até porque temos 13º e férias para pagar também e tudo faz diferença”, enfatiza Menezes.
Mesmo assim as conversas continuam. “Seguimos conversando para buscar o entendimento”, finaliza Menezes.




