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sábado, agosto 29, 2026

Criciúma: Aumento no valor do frete pode chegar a 35%

Tiago Monte

Criciúma

Os preços da cadeia produtiva seguem aumentando. A “bola da vez” é o valor do frete, que deve crescer até 35% para as empresas, isso em virtude do aumento no preço do diesel, anunciado pela Petrobras na semana passada. Os transportadores definiram o número mínimo de 27% de reajuste.  “O transportador não tem como não repassar. O realinhamento de preço tem necessidade, sob pena de estar condenado a quebrar. O embarcador que não aceitar o reajuste vai colaborar para que o transportador deixe o caminhão parado. Trabalhar com prejuízo não vale a pena”, explica Lorisvaldo Piuco – presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logísticas do Sul de Santa Catarina (Setransc) e vice-presidente da Fetrancesc.

Caso as empresas que embarcam e desembarcam produtos não aceitem os reajustes, pode haver um desabastecimento de diversos produtos. “Isso pode levar a uma falta de caminhão no mercado e até acontecer um desabastecimento no mercado. Principalmente de combustível. Não tem como trabalhar com prejuízo. O transportador fez isso por muito tempo, mas muitas empresas faliram por isso”, diz Piuco.

Não há intenção para uma paralisação dos caminhoneiros, mas os transportadores esperam que os custos sejam absorvidos pelos clientes. “Nós temos acompanhado bem e não há vontade em fazer paralisação. Da outra vez, houve paralisação dos caminhoneiros autônomos, mas dessa vez não há. O que foi conversado é que eles vão realinhar os preços e eles já estão batendo na porta dos transportadores. A grande frota do Brasil são os autônomos e eles vão receber o repasse dos custos. Eles vão renegociar com as empresas”, explica Piuco.

O presidente do Setransc adverte para uma possível parada das frotas. “A decisão dos transportadores é de repassar os custos. Se não conseguir, as frotas vão parar. Não tem como trabalhar com prejuízo. É lógico isso”, comenta.

Em busca de compreensão por parte das empresas

Piuco faz um apelo para que os clientes compreendam a situação dos transportadores. “Uma coisa é certa: o transportador está no limite. Nós esperamos a compreensão dos embarcadores e dos recebedores para que o transportador possa continuar prestando um serviço de qualidade”, diz.

Ontem pela manhã, os representantes do Setransc se reuniram e definiram pelo aumento no valor do frete. “Pedimos que os embarcadores, nossos clientes, colaborem. Isso eles podem fazer recebendo o transportador e ouvindo. Isso para ajudar que o transportador não sofra com esse custo e acabe não aceitando transportar mais, se não repassar o custo. Para o transportador, às vezes, é melhor deixar o caminhão parado do que trabalhar com prejuízo”, destaca Piuco.

O aumento mais recente dos combustíveis é tratado como uma “paulada na cabeça” por parte do presidente do Setransc. “Foi uma grande ‘paulada na cabeça’ do transportador como um todo. Mas a gente vem sofrendo há algum tempo. Sempre tivemos categoria e classe para suportar e absorver aos poucos, com a compreensão dos clientes. O transportador sofre muito, principalmente os que tem muitos clientes, pois não consegue renegociar do dia para a noite. Então, acaba absorvendo muito esse custo e isso leva muitas empresas a terem dificuldades”, destaca Piuco.

*A matéria completa está no TN desta quarta-feira

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