Tiago Monte
Criciúma
Logo no primeiro dia, na retomada das aulas para o ano letivo de 2022, os pais, responsáveis e alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental (EMEIEF) Tancredo de Almeida Neves, no bairro Vila Zuleima, em Criciúma, foram surpreendidos com a notícia de que o local entrará em obras, a partir de hoje. Desta forma, aproximadamente, 200 alunos passarão a estudar no Centro Comunitário do bairro. O período deve ser de duas a três semanas. “Eles nos disseram que conseguiram a licitação para fazer a reforma da escola. Na verdade, pegou todo mundo de surpresa. Até então, as aulas iriam ser normais. Daí, do nada, informaram que vai ter a reforma. Avisaram ontem (domingo), através do Facebook da escola. Ninguém sabia. Pegou todo mundo de surpresa. Não foi um ou dois, não”, desabafa Luan Cândido, pai de uma aluna de 7 anos.
Ontem, as aulas do turno da tarde encerraram às 15 horas para que a mudança da mobília fosse efetivada da escola para o Centro Comunitário. Normalmente, as aulas acontecem até às 17h30min. “Os próprios funcionários da escola foram pegos de surpresa. Eles mesmos não sabiam de nada”, diz Luan.
Para o pai, caso não haja prejuízo no aprendizado da filha, a situação é tranquila. “A partir de amanhã (hoje), as crianças vão estudar no Centro Comunitário do bairro. Se as aulas forem normais, como são na escola, está tranquilo, mas a gente fica surpreso, porque tiveram quase três meses para fazer a reforma e só conseguiram agora quando foram começar as aulas”, diz.
O pai não sabe como está a estrutura do Centro Comunitário, mas, até pouco tempo atrás, era onde ficava o Posto de Saúde do bairro. Assim, Luan acredita que as condições são as adequadas para o aprendizado da filha. “Faz tempo que eu não entro ali. Antes era o Posto de Saúde e tinha uma estrutura boa. Agora, eu não sei dizer. Ali está fechado, depois da mudança do Posto. Pelo que nos disseram, hoje (ontem) vão fazer a limpeza e, a partir de amanhã (hoje), as crianças vão pra lá”, comenta.
Na página oficial da escola no Facebook, diversos pais e responsáveis demonstraram insatisfação com a situação da escola e comentaram, inclusive, sobre a falta de respeito por parte da gestão municipal por terem informado a situação apenas no primeiro dia de aula. “Quando me procuraram, na semana passada, não foram os pais. Foi a diretora da escola. Ela me pediu o espaço do Centro Comunitário, falando sobre a reforma, então, fizemos um reunião e eu, prontamente, aceitei. Cedemos o espaço e não acho nada de anormal. Esses pais têm que ver o melhor para os filhos deles: se é ficar um local um pouquinho mais apertado, por um mês ou dois, ou ficar correndo risco”, diz o presidente da Associação dos Moradores do Bairro Vila Zuleima, João da Rosa. “Nenhum pai me procurou até hoje”, completa.
*A matéria completa está no jornal TN desta terça-feira




