Tiago Monte
Criciúma
Alívio para o sistema de saúde de Criciúma. A gestão do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), realizada pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), não precisará devolver os nove milhões de reais referentes a cirurgias e procedimentos que não foram cumpridos, em 2019, e rendem recursos para a instituição.
O temor surgiu a partir de uma reunião da Comissão de Fiscalização dos Contratos, do Governo do Estado, realizada na semana passada, que avaliou as metas do HMISC referentes a 2019. Foram constatadas diversas pendências em atendimentos e cirurgias. Desta forma, foram repassados nove milhões de reais que não foram usados e precisariam ser devolvidos, o que comprometeria a gestão do hospital, que conta com esse dinheiro e já trabalha com o orçamento limitado.
Entretanto, uma reunião, no início da tarde de ontem, entre o superintendente dos hospitais públicos, juntamente com o diretor de acompanhamento das Organizações Sociais e os diretores do Ideas e do hospital definiu que o valor não será cobrado. Ao menos neste momento. “Foi acordado que não vai haver, pelo menos no momento, nenhum desconto. Isso traz uma segurança para a população. As pessoas precisam dessa segurança. De pronto, a Secretaria foi sensível a essa situação e tomou essa atitude justamente para garantir a segurança e o atendimento da população”, diz o Secretário Adjunto de Saúde, Alexandre Lencina Fagundes.
Nos próximos dias, haverão reconsiderações sobre a situação do HMISC e será feita a revisão de metas do contrato de gestão. “Vamos adequar à realidade da região e também à capacidade instalada atualmente no hospital. Talvez o que foi contratualizado, há dois ou três ano,s talvez hoje não seja a realidade, até em função do enfrentamento à pandemia”, diz o Secretário Adjunto.
*A matéria completa está no jornal Tribuna de Notícias desta quarta-feira




