Sem estacionamento rotativo, comércio de Içara teme prejuízo

Içara

A indefinição sobre futuro do rotativo de Içara preocupa os comerciantes. Isso porque, desde janeiro, o contrato com a empresa Serbet – que administrava o serviço, foi rompido de forma bilateral – quando ocorre acordo entre as duas partes.  O motivo seria um aumento da tarifa, de R$ 1,80 para R$ 2,50, para manter os custos. A prefeitura não aceitou o reajuste e, desde então, os usuários não precisam pagar para estacionar os veículos na área central do município. O receio, no entanto, é com a movimentação após as férias e a falta de vagas para os clientes.

“Para nós, é bem complicado. Estávamos há mais de dez anos tentando o rotativo em Içara. Sempre foi uma promessa e nunca acontecia. A gente sabe que para o Poder Público é difícil. Mas é uma necessidade, principalmente, para o centro da cidade. O comércio se amontoa naquela parte e, automaticamente, os funcionários deixam os carros ali ou em frente à loja do vizinho. Isso tira a vaga de um cliente”, comenta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Paulo Roberto Brígido.

Além do reajuste apresentado pela empresa, o rompimento do contrato também se dá pela insatisfação dos usuários. “Nós conseguimos o rotativo e, agora, segundo a prefeita, por um aumento significativo de valores que a empresa queria repassar, ela não achou correto. Eu também concordo, mas acabamos ficando sem o serviço”, pontua o presidente da CDL. “A prefeita quer algo mais palpável para os clientes. Mas, o nosso medo é a demora”, acrescenta Brígido.

A maior preocupação, neste momento, é a demora em resolver a demanda, visto que não há uma alternativa ainda para suprir a necessidade do serviço. “Esse é o nosso principal receio. Agora, estamos em um período de férias e praticamente todas as pessoas estão nas praias, mas a hora que esse pessoal voltar, imagina o transtorno que isso vai nos causar”, ressalta Brígido.

Para o presidente da CDL, neste primeiro momento, uma das alternativas poderia ser utilizar a mão de obra da própria administração para o rotativo. “Por exemplo, fazer na Rua Coronel Marcos Rovaris, que é a mais complicada que temos, com um valor barato, só para pagar as despesas. Seria uma alternativa palpável, coerente, que poderia dar certo”, explica. “A prefeita concorda com a necessidade, mas sabemos que as coisas são demoradas até que passe por todas as burocracias necessárias”, finaliza.

A Prefeitura de Içara, através da Assessoria de Imprensa, informou que estuda as alternativas sobre o futuro do estacionamento rotativo na cidade. Sobre as próximas tratativas, o Governo Municipal preferiu não se manifestar até que haja uma definição.

 

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