Amrec tem média de uma morte no trânsito a cada quatro dias

De janeiro até 22 de setembro deste ano, 62 pessoas perderam a vida nesse tipo de ocorrência

Divulgação / Corpo de Bombeiros

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Érik Borges

Criciúma

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A sexta-feira é o 267º dia do ano. E de 1ª de janeiro até ontem, 62 pessoas já perderam a vida no trânsito na Região Carbonífera (Amrec). Isso representa um acidente fatal nas estradas e rodovias a cada quatro dias nos 12 municípios dessa abrangência. Desses 62 acidentes fatais, 29 aconteceram em Criciúma.

O número em 2021 já é superior ao de todo o ano de 2020, quando foram registradas 21 mortes no trânsito em Criciúma e 52 em toda Amrec.

Extremo Sul e Região Carbonífera têm, diariamente, 21 acidentes com veículos

Quando se trata dos 27 municípios abrangidos pelo Extremo Sul e Região Carbonífera, o número de acidentes de trânsito neste ano já chega a 5,7 mil. Desse total, 4,6 mil foram somente danos materiais. Porém, 1.177 acidentes de trânsito resultaram em pessoa ferida ou morta.

Isso representa uma média de 21 acidentes de trânsito por dia nas regiões da Amrec e Amesc e 640 por mês. Já nas rodovias federais, desta vez em todo o território catarinense, o policial rodoviário federal, Adriano Fiamoncini revela que morre, em média, uma pessoa por dia nas estradas catarinenses que são de jurisprudência da PRF, como as BR’s-101 e 282, por exemplo.

Dicas que podem salvar vidas

Fiamoncini traz dicas que podem salvar vidas no trânsito. Dentre elas está a recomendação para que os condutores escolham viajar, caso tenham disponibilidade, sempre durante as primeiras horas do dia. “Isso porque a visibilidade é melhor, diminui a chance de assaltos e o principal benefício é a visibilidade. Então quem puder, opte sempre por pegar a estrada assim que o Sol nascer, pois nesse período as rodovias estão bem mais tranquilas quanto ao fluxo de veículos”, recomenda Fiamoncini.

Frenagem durante a curva

O policial rodoviário federal alerta para que o condutor nunca realize a frenagem do veículo com o volante virado, durante a curva, em dias chuvosos. “A chuva diminui o atrito entre o pneu e a camada asfáltica. E essa diminuição do atrito aumenta o tempo de frenagem. E se frear com o volante virado, o veículo pode derrapar e causar grave acidente. Por conta disso, o motorista tem que se adaptar à pista molhada e diminuir a velocidade e aumentar a distância do veículo da frente”, alerta Fiamoncini.

Veículos pesados x veículos leves

É comum cenas de imprudência serem flagradas nas rodovias federais e estaduais. Dentre as imprudências está a mudança repentina de faixa dos veículos, que podem gerar acidentes fatais. “Geralmente veículos pesados são conduzidos por motoristas profissionais. Enquanto os de passeio são motoristas amadores. A princípio, os motoristas profissionais tem o conhecimento melhor da legislação e deveriam proteger os veículos menores, mas nem sempre é o que acontece”, afirma Fiamoncini.

Ele diz que, em rodovias duplicadas, os veículos pesados devem ocupar sempre a pista da direita, mudança de faixa apenas para ultrapassar outro veículo ainda mais lento. Ainda sobre os veículos pesados, ele destaca que o excesso de peso dos caminhões causa riscos ao motorista por prejudicar os sistemas de freios e suspensão, além de estragar a camada asfáltica.

Cuidado redobrado com motocicletas

As motocicletas são veículos com mais agilidade no trânsito em comparação com os automóveis. Fiamoncini conta que o cuidado deve ser redobrado, em razão da gravidade apresentada pelos acidentes envolvendo motociclistas.

“Independente de quem é a culpa pelo acidente, quem se machuca é sempre o motociclista quando ele cai. Por isso é importante redobrar a atenção, transitar em velocidade moderada e com muita prudência. Porque em caso de acidente, é ele que vai se ferir”, lembra Fiamoncini.

Ele ressalta que a moto é um veículo frágil, sem proteção física ao condutor, que conta apenas com o capacete.

Direção defensiva

De acordo com o Detran, a direção defensiva é o ato de conduzir de modo a evitar acidentes, apesar das ações erradas dos outros e das condições adversas do trânsito. E essa é a recomendação do major da PM, Rafael Mateus, que é chefe de operações do 9º Batalhão. “Muito embora você esteja conduzindo seu veículo por uma preferencial, ainda sim é necessário reduzir a velocidade ao passar por cruzamentos”, declara Mateus.

Ele ressalta que entregar a condução de veículo à pessoa não habilitada configura crime de trânsito, em especial para menores de idade. Além disso, o especialista fala sobre a importância de se respeitar os projetos de fabricação dos veículos, como não realizar modificações sem a devida regularização. “O projeto de um veículo leva em conta a dirigibilidade, o conforto e segurança, entre outros aspectos técnicos. Portanto, não altere as características de seu veículo sem que tenha sido emitido o Certificado de Segurança Veicular”, pontua major Mateus.

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