“Vamos atrás até do presidente para garantir que o curso continue”

Prefeito de Araranguá se manifesta sobre a situação que envolve a falta de professores na graduação de Medicina da UFSC

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN

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Araranguá

O prefeito de Araranguá, César Cesa, promete ir até mesmo a Brasília caso a situação do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) permaneça sem solução. Os acadêmicos estão correndo risco de terem as aulas paralisadas devido à falta de professores e técnicos da graduação. Entretanto, após o reitor da instituição, Prof. Ubaldo Cesar Balthazar, ter se manifestado, o Líder do Executivo diz que irá aguardar atualizações sobre o assunto.

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“A princípio, o próprio reitor já afirmou que não vai fechar o curso e as atividades vão continuar. Se isso vier a não acontecer, se tiver alguma chance, lógico que nós vamos brigar muito, porque essa é uma conquista muito grande do povo de Araranguá para perder assim, de uma hora para outra, porque não estão dando recurso”, comenta o prefeito de Araranguá, César Cesa.

A falta de professores no curso de Medicina veio à tona nessa semana, após uma reunião da Associação Empresarial do Vale do Araranguá (ACIVA), que demonstrou preocupação com a situação. Os empresários acionaram políticos do Sul, motivados em busca de uma solução. “Se tiver necessidade, lógico que nós vamos nos mobilizar, irmos todos a Brasília e é lá que as coisas vão se decidir. Nós vamos atrás dos deputados estaduais, federais, senadores e até mesmo o presidente da República, onde tiver que ir, para garantir que o curso continue. Não vamos deixar que o contrário aconteça”, acrescenta Cesa.

Para o prefeito de Araranguá, a falta de recursos atinge outras esferas da sociedade além da Universidade. “Essa dificuldade não é só aqui, há também em outras áreas, como nas rodovias do estado. Tem uma série de coisas que estão acontecendo, essa é mais uma. Mas agora, veio a declaração do próprio reitor que não corre nenhum risco, e nem poderia ser diferente. Em um país que está atrasado em termos de educação e faltam médicos no Brasil inteiro, nós temos um curso aqui pronto, andando. Parar por quê? Qual a razão disso? Qual a vantagem disso?”, frisa Cesa.

De acordo com o presidente da Aciva, Alberto Sasso, um ofício em nome da Associação foi encaminhado aos três deputados federais de Santa Catarina: Daniel Freitas, Geovania de Sá e Ricardo Guidi. “Também temos uma reunião agendada com o prefeito de Araranguá na terça-feira para tratar do assunto e pedirmos mobilização quanto aos 15 prefeitos da Amesc e classe política”, explica.

Saiba mais sobre a situação

A falta de professores e técnicos para atuarem no curso de Medicina da UFSC – Campus Araranguá veio à tona na última semana.  O Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC), durante as tratativas para dar início à graduação, havia se proposto a liberar a contratação de mais profissionais com o passar dos semestres, mas a primeira equipe, que iniciou com 31 da área, ao invés de aumentar, foi reduzida para 26.

A sétima fase da graduação e a primeira a ingressar no curso, em 2018, corre o risco de ter as atividades paralisadas devido ao déficit do corpo docente. Com a movimentação dos estudantes, bem como dos empresários e lideranças do Extremo Sul (Amesc), a UFSC emitiu uma nota de esclarecimento alegando que não haverá interrupção das aulas.

Os acadêmicos do curso de Medicina, representados pelo advogado Leandro Costa, entraram com uma notificação ao Ministério Público Federal (MPF) para cobrar informações da Reitoria de UFSC acerca do assunto. E, caso sejam realmente paralisadas as atividades da sétima fase da graduação, que seja promovida a abertura de um Inquérito Civil para apuração de ilícito administrativo omissivo.

 

 

 

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