Sem sede própria, museu do Rincão está temporariamente na Unesc

Antes, espaço cultural estava sediado em uma pequena igrejinha, cedida através de um comodato. Contrato venceu e não foi renovado. Prefeitura estuda construção de um novo local

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN

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Balneário Rincão

Museus são instrumentos indispensáveis para preservação da cultura originária de uma comunidade. Em Balneário Rincão, temporariamente, não haverá esse espaço, com sede própria no município, à disposição dos turistas e moradores. Isso porque, o antigo local que abrigava o acervo da cidade litorânea era uma igrejinha, cedida por meio de um comodato, que voltou a ser de domínio da Diocese. A Prefeitura já tem projeto pronto, mas aguarda liberação dos órgãos ambientais.

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“O museu estava em uma capela, mas, era um comodato e não foi renovado. Como a igreja precisava passar por uma reforma, o acervo está na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Na época, as pessoas falaram sobre uma possível ida do museu à caixa d’água, onde fica uma rádio, mas isso não aconteceu”, explica a professora e historiadora de Balneário Rincão, Elsa Fernandes.

A professora participou ativamente da fundação do museu e garante que o espaço é essencial para evidenciar a cultura da cidade. “É muito importante esse acervo para a história do município, até porque nós trabalhamos bastante em cima dele na época. Eu era bem engajada e acompanhei toda a pesquisa. Temos materiais muito valiosos. É um estudo longo, ele voltar [da Unesc] para o município seria mais do que justo”, enfatiza Elsa.

Com o avanço do turismo em Balneário Rincão, sobretudo durante a temporada de verão, enaltecer a cultura do município é indispensável. “É fundamental um espaço destinado a esse objetivo, principalmente em uma cidade que se diz uma cidade turística. Não existe turismo sem a cultura, é uma via de mão dupla. É uma oportunidade para chamar o turismo, a cultura local e o conhecimento como um todo”, pontua a historiadora.

Os patrimônios salvaguardados em museus são importantes para a preservação da memória cultural. “Eu sonho que seja reconstruído um pouco de toda a riqueza que teve no Rincão. Ele foi o primeiro caminho que ligou todo o Sul do Brasil com o resto do país. Veja bem, Dom Pedro esteve aqui, permutou aqui e fez travessas por aqui. Toda a história brasileira viajou pelo caminho do mar. Isso é muito rico para o município e não podemos perder”, finaliza a historiadora.

Projeto está sendo estudado

De acordo com a secretária de Educação, que está integrada ao setor de Cultura e Turismo, Jucilene Antônio Fernandes, a intenção, neste momento, é manter o acervo do museu na Unesc, pelo menos até o projeto de uma nova estrutura ser tirado do papel. ”Eles [na Universidade] têm onde conservar esse material em um melhor lugar. O pessoal continua fazendo as visitações e pesquisas lá também”, explica.

Ainda conforme a secretária, o projeto já foi finalizado pela Administração Municipal e, se for aprovado pelos órgãos ambientais, estará sediado na Lagoa dos Freitas. “A estrutura ficará em uma parte do território que tem, inclusive, sambaquis. Essa área vai costeando a lagoa, por isso, eles estão tratando com os órgãos ambientais. A ideia é que seria construído lá o museu e uma biblioteca pública”, frisa.

A idealização da sede própria do museu em Balneário Rincão, agora, depende da liberação dos órgãos ambientais. “A pandemia deu uma atrasada em alguns projetos. A administração está trabalhando para a temporada, natal e calçadão, mas, também, está na programação a construção do museu. Mas não temos uma data específica, porque estamos aguardando essa tramitação por se tratar de uma área de preservação”, finaliza Jucilene.

Celebrações devem ser retomadas em novembro

Com a posse novamente da Diocese, a pequena capela de Nossa Senhora dos Navegantes, que antes dava lugar ao museu, deve receber celebrações a partir de novembro. Essa é a expectativa, visto que o espaço passa por um reforma.

“Ali, é um espaço histórico. Já aconteceram vários batizados e casamentos. Quando surgiu a ideia de tomar posse novamente, foi um sucesso. Todo mundo achou o máximo. Tem muitas histórias que marcaram vidas no Rincão. Por isso, a partir de novembro, já queremos retomar as celebrações e missas”, comenta o pároco da igreja Nossa Senhora dos Navegantes, Juliano Pacheco Bittencourt.

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