Mobilização prevê melhorias às rodovias federais do Sul

Na noite de ontem, Federação das Indústrias de Santa Catarina, junto ao Grupo ND, apresentou às lideranças da região, ações da campanha SC Não Pode Parar

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN

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Criciúma

As principais rotas de escoação da produção catarinense precisam de atenção. Por isso, uma iniciativa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em parceria com o Grupo ND, busca apresentar demandas e soluções referentes às rodovias federais. Na noite de ontem, representantes de entidades e lideranças regionais participaram de um encontro que trouxe à tona melhorias para o Sul. O evento foi realizado na sede da Associação Empresarial de Criciúma (Acic).

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“Esse é um assunto de extrema relevância. Se tem um aspecto que Santa Catarina não pode se vangloriar é a questão das nossas rodovias para transportar as riquezas e a população catarinense. Nós temos, infelizmente, um índice vergonhoso para o Estado, que é o número de acidentes e vítimas fatais nas rodovias. Além disso, a nossa economia cresce acima da média brasileira, mas tem essa dificuldade de transportar suas riquezas e este é um fator que inibe o crescimento do Estado”, comenta o presidente da Fiesc, Mário Cezar de Aguiar.

A intenção é mobilizar Santa Catarina em prol do objetivo de lutar por melhorias às rodovias federais catarinenses. “A mesorregião do Sul é riquíssima, tem um potencial extremamente importante para o Estado. Para a região Sul, colocamos aqui como duas prioridades, a BR-101 e a BR-285, que são importantes rodovias que podem incrementar a movimentação do Porto de Imbituba”, reforça o presidente da Fiesc.

Um extenso trabalho de pesquisa, com índices econômicos e técnicos foi levantado pela Federação para embasar a necessidade das rodovias federais. “Nós, Fiesc, junto à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), determinamos o custo logístico catarinense. Para nossa desagradável surpresa, o valor do Estado é maior que a média brasileira. No último dado que nós levantamos, o custo de logística de Santa Catarina é na ordem de R$ 0,14 centavos por real faturado. É bastante elevado”, explica De Aguiar.

Se o custo logístico diminuir, há possibilidade de atender outras demandas com o valor empenhado. “Considerando o PIB de 2018, nós geraríamos uma economia de R$ 2,8 bilhões, deixamos de perder esse dinheiro para investir nas nossas empresas. Se nós melhorarmos a nossa infraestrutura, aumentaremos a competitividade da indústria catarinense. Por isso, é importante que a gente tenha essa ação conjunta”, enfatiza o presidente da Fiesc.

É aí que entra a campanha “BRs – SC Não Pode Parar”. A iniciativa busca mobilizar lideranças, empresários e a população catarinense através de um abaixo-assinado digital, que apresenta propostas e ações ao Governo Federal, relacionadas à segurança e fluidez das rodovias federais. “Se nós melhorarmos a nossa infraestrutura, nós aumentamos a competitividade da indústria catarinense. Hoje não existe um planejamento integrado dentro da macro logística catarinense para um curto, médio ou longo prazo. Por isso, a importância de unirmos todos os setores para que possamos cobrar investimentos na nossa infraestrutura”, pontua o presidente da Fiesc.

Segundo o secretário executivo da Câmara e Transporte e Logística da Fiesc, Egídio Antônio Martorano, foram feitos estudos técnicos sobre o âmbito econômico, além de demandas e intervenções necessárias em todas as rodovias do Estado.  “Estamos promovendo uma grande mobilização. Não há nenhuma demanda vazia e por isso a importância deste abaixo-assinado que iremos levar ao Governo Federal, com toda a legitimidade e embasamento”, pontua.

Para a região Sul, ainda, a campanha prevê investimentos para rodovias estaduais, através de um programa de restauração, manutenção e conservação das SCs: 100, 108, 290, 370, 390, 435, 436, 441, 443, 445, 446, 447 e 449. O valor estimado para é de R$ 50 milhões, anualmente.

DEMANDAS DE INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES EM SC:

ESFERA INVESTIMENTO TOTAL INVESTIMENTO ANUAL
FEDERAL R$ 1 BILHÃO R$ 250 MILHOES
ESTADUAL R$ 994,4 MILHOES R$ 248,6 MILHOES
PRIVADO R$ 3,4 BILHÕES R$ 850 MILHOES
TOTAL R$ 5,4 BILHÕES R$ 1,34 BILHÃO

Fonte: Federação das Indústrias de Santa Catarina. Valores são correspondentes de 2021 a 2024

 

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