Na tarde desta segunda-feira, 13, os delegados Ulisses Gabriel, Márcio Campos Neves e Vitor Bianco Júnior, em coletiva de imprensa, esclareceram os fatos da operação Hera, realizada nesta manhã, em Urussanga. Segundo Ulisses, investigações revelaram que contratos que estão sendo analisados, giram em torno de um milhão de reais.
> Clique aqui e receba as principais notícias do sul catarinense no WhatsApp
“Em julho de 2021 foi instaurado um inquérito policial baseado em informações de que a Fundação Ambiental de Urussanga teria autorizado a realização de, pelo menos, um empreendimento em desacordo com a lei ambiental, e que um então vereador, que hoje é secretário da Agricultura, teria realizado uma obra com uma máquina da prefeitura em uma propriedade particular”, afirmou o delegado Ulisses. Ele consta que a Fundação do Meio Ambiente notificou o crime e esse procedimento administrativo teria desaparecido.
“Nós continuamos as investigações fazendo um levantamento desses contratos, que giram em torno de R$ 1 milhão, e constatamos indícios da prática de crimes ambientais, peculato, advocacia extrativa, situações envolvendo prevaricação e também crimes de fraude em licitações e associação criminosa. A partir de uma ampla investigação, realizamos a prisão temporária de dois investigados, e temos sete inquéritos instaurados até o presente momento, sendo eles agentes políticos e servidores públicos municipais”, acrescentou o delegado. Márcio alega que ainda está sendo feito um levantamento de todo o material que foi apreendido e eles não podem dar maiores detalhes das investigações agora.
“Acredito que Urussanga está tendo um choque de realidade após essas investigações que estão sendo realizadas”, finaliza o delegado Vitor.




