Morro da Fumaça: Polícia conclui inquérito que apurava tráfico de drogas

Morro da Fumaça

O inquérito iniciado em maio de 2021, que apurava o tráfico de drogas em Morro da Fumaça, foi concluído pela Polícia Civil nesta terça-feira, dia 9. As investigações desencadearam, em setembro, a primeira fase da Operação Hefesto.

A operação resultou, em setembro, na prisão de cinco pessoas, sendo que duas foram por tráfico de drogas e associações ao tráfico, de onde nasceu o inquérito nº 28-202. Agora, restaram indiciados, o genro e a filha do proprietário do CTG Herança do Velho Pai, e uma mulher, moradora do local.

Sobre a investigação Hefesto

A investigação Hefesto foi iniciada efetivamente por inquérito nº 88/2020 instaurado em 31 de agosto de 2020, visando apurar vários crimes que poderiam estar sendo praticados, como: tráfico de drogas, receptação, furto de gado, crime ambiental, venda de armas, venda de produto veterinário falsificado, venda de produto impróprio para o consumo e organização criminosa. A partir de maio de 2021, as investigações foram intensificadas, sendo que em 16 de abril foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e uma de prisão.

A partir daí ela se desdobrou em inquéritos, sendo um (nº 29-2021) referente aos crimes de venda de produto impróprio para o consumo, crime ambiental e organização criminosa, com nove investigados denunciados, instaurado em 16 de setembro de 2021, sendo dois investigados foram presos no dia 16 e outros sete na segunda fase da Operação Hefesto.

Há também um IP de lavagem de dinheiro (nº 133-2021), instaurado em 17 de setembro de 2021, em fase de quebra de sigilos bancários, e um outro de usura pecuniária (nº 134-2021), instaurado em 22 de setembro em fase de conclusão.

Um dos inquéritos, iniciado por prisão em flagrante de duas pessoas em 16 de setembro de 2021, apurava o crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico (nº 28/2021), sendo concluído hoje. Um inquérito instaurado em 2019 (da fase pré-Operação Hefesto, um dos embriões de toda a investigação), que foi concluído em 01 de junho de 2021 era referente a depósito para venda de medicamentos falsificados da marca registrada Borgal, deu causa a denúncia pelo Ministério Público Estado em 15 de outubro de 2021.

Ao todo, na órbita da Operação Hefesto, há 6 inquéritos policiais, instaurados de 2019 a 2021. Dos 6, 3 já foram concluídos, 2 deles já com denúncia, sendo eles:

1) Auto de prisão em flagrante por tráfico e associação;
2) crimes contra o consumir por venda de carne imprópria para o consumo e organização criminosa; e,
3) crime contra o consumidor por vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo e crime de fraude em comércio por enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada, – medicamento Borgal falsificado.

Desses 3 concluídos, dois já tem denúncia do MP.

Ainda estão em fase de conclusão o inquérito referente a lavagem de dinheiro, o referente a usura pecuniária e o referente a investigação de furto de gado, receptação, compra e venda de armas e organização criminosa.

Os resultados das investigações são uma atuação em conjunto do MP e da PC de Santa Catarina.

 

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