O trabalho de restauração de três obras de Aleijadinho está sendo realizado diante dos olhos do público, por uma iniciativa da Casa Fiat de Cultura, centro cultural localizado em Belo Horizonte. Fundado em 2006 e com mais de 60 exposições no seu histórico, o espaço estava fechado para eventos presenciais desde o ano passado em decorrência da pandemia da covid-19 e vinha se dedicando a uma programação totalmente online. Mas suas portas voltaram a se abrir na quarta-feira (3), e até o dia 2 de janeiro será possível apreciar a exposição “Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro”.

As visitas são gratuitas, mas devem ser agendadas pela plataforma Sympla. A restauração das três obras, que acontece em um ateliê-vitrine, é um dos atrativos da exposição, que dá a possibilidade de conhecer os bastidores do trabalho e vislumbrar detalhes das etapas do restauro. São imagens de Sant’Ana Mestra, de São Joaquim e de São Manuel.
Aleijadinho
Aleijadinho, como ficou conhecido Antônio Francisco Lisboa, viveu entre 1738 e 1814. Nascido em Ouro Preto (MG), era um homem pardo, filho de mulher negra e escravizada, que desenvolveu trabalhos como entalhador, escultor e arquiteto. Aprendendo o ofício na prática, sem estudos, se tornou um dos mais importantes nomes do barroco e do rococó. Seu talento e sua representatividade na arte brasileira o tornaram reconhecido mundialmente.
O principal destaque de sua obra está sediado em Congonhas (MG): o Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, registrado como Patrimônio Cultural Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Trata-se de um conjunto de arte sacra que envolve narrativa, arquitetura e paisagem, composto por uma igreja, seis capelas e um adro ornado com 12 estátuas de profetas.




