Caravaggio: Sem euforia para o acesso

Tiago Monte

Criciúma

Líder da Série C do Catarinense com 15 pontos, o Caravaggio caminha, em passos largos, rumo à Série B do Estadual. Porém, a euforia não faz parte do vocabulário da equipe, garante o técnico Serraninho. “A palavra euforia não existe no nosso grupo de atletas e vestiário. Temos tratado cada jogo como uma final. Temos os pés no chão e estamos cientes do que precisamos até a reta final. Como foi hoje: brigamos do início ao fim e vamos sempre ter humildade. Até o final da competição”, diz.

Diante do Pedra Branca, o Caravaggio desperdiçou muitas oportunidades de gols e até levou sustos no final da partida. Isso preocupa Serraninho, em virtude do saldo ser um dos critérios de desempate na classificação final. “Preocupa pelo formato da competição: tem o elemento do saldo de gols, que é importante na reta final. Isso é um fato que nos preocupa. A gente não deixa de treinar, mas vamos cobrar mais dos atletas”, comenta.

As polêmicas com a arbitragem, ao final do jogo, não foram comentadas pelo treinador. “Eu não vou comentar sobre a arbitragem, até porque não cabe a mim. A expulsão do Jackson trouxe emoções para o jogo, que não esperávamos, mas o futebol também tem que ter esse componente da briga, disposição e raça”, pontua.

Ele fez uma breve análise do desempenho do Azulão em campo. “O nosso primeiro tempo foi muito burocrático, com toques para o lado, no segundo tempo, a gente voltou com o posicionamento diferente. Daí deu um pouquinho mais de dinâmica, ficamos mais agressivos”, comenta.

Serraninho fez questão de agradecer ao 12º jogador do Caravaggio: a torcida. “A torcida do Caravaggio tem se mostrado sempre presente. Mesmo com a pandemia, onde temos restrições, eles estão ao nosso lado e apoiando o time. Eles não abandonaram o time em nenhum momento e hoje foi uma demonstração de força. É o 12º jogador, com certeza”, finaliza.

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