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quinta-feira, fevereiro 22, 2024

Barragem do Rio do Salto deve sair do papel até 2022

Geórgia Gava

Timbé do Sul

No radar de muitas lideranças, as obras na barragem do Rio do Salto, em Timbé do Sul, deve sair do papel até 2022. Após a Audiência Pública realizada em julho, a equipe do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) fez a análise do Estudo de Impacto Ambiental e encaminhou um pedido de complementação para a Casan, que tem até 120 dias para responder as indagações do documento, enviado no início de setembro.

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Conforme o projeto, a barragem será implantada em Timbé do Sul, sendo parte integrada a um conjunto de obras concebidas para regularização das vazões do Rio do Salto, que busca o aproveitamento com múltiplo uso, como o abastecimento público e a irrigação de lavouras. O sistema adutor beneficiará 70,7 mil pessoas de Turvo, Meleiro, Ermo, Morro Grande e parte de Araranguá, com uma rede de 40,7 mil metros. O complexo também tem o intuito de regularizar o regime de vazões dos rios Amola Faca, Manoel Alves e Araranguá.

“A barragem do Rio do Salto tem a sua maior utilidade para os rizicultores da região, mas também vamos acabar utilizando para abastecimento de água. O governador Carlos Moisés, quando anunciou o planejamento hídrico do Estado, de R$ 1,7 bilhão ele incluiu essa barragem. Então, ela está como meta do Governo. Só estamos dependendo do licenciamento ambiental”, explica a presidente da Casan, Roberta Maas dos Anjos.

A construção de uma barragem no Extremo Sul é um assunto tratado há décadas, mas que ainda está sem solução. “É uma questão antiga, mas na nossa gestão, trouxemos como uma prioridade. Então, um pouco antes da pandemia, conseguimos a autorização do IFAM e, partir dessa autorização, poderíamos marcar a Audiência Pública. Só que, logo na sequência, teve a pandemia e conseguimos fazer no dia 15 de julho de 2021”, acrescenta.

Atualmente, a Casan trabalha para responder o IMA e, assim, dar continuidade às tratativas. “Estamos respondendo os questionamentos para receber a Licença Ambiental Prévia, e aí, licitar a barragem. O custo dela é quase 200 milhões, lembrando que é um projeto do governo do Estado, mas é a Casan que está executando”, pontua Roberta. “A obra é importante para a região e envolve vários municípios, apesar de que está em uma cidade que não é da Casan, mas o Estado vai atender porque existem outros municípios que são beneficiados, principalmente, o agronegócio com os rizicultores”, finaliza.

Em nota, o IMA afirma que está acompanhando as movimentações sobre a barragem. “Depois de serem encaminhadas as respostas pela Casan, será feita a análise para fins de elaboração do parecer que subsidiará conclusão quanto ao deferimento ou indeferimento da emissão de Licença Ambiental Prévia (LAP). A Casan tem um prazo de 120 dias para resposta do pedido de complementação. No entanto, se a empresa necessitar, poderá, mediante justificativa, solicitar dilação de prazo”, diz o documento.

 

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