Tiago Monte
Criciúma
Após pouco mais de duas semanas, exatamente 17 dias desde o último aumento, a Petrobras reajusta, novamente, os preços da gasolina e do diesel para as distribuidoras. Segundo comunicado divulgado ontem pela petroleira, os novos valores passam a vigorar a partir de hoje.
O preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras, terá reajuste médio de R$ 0,21 por litro, passando de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, que corresponde a uma alta de 7%. Nas bombas, essa mudança deve impactar em uma alta R$ 0,15 por litro, segundo a estatal. O cálculo considera a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos.
Para o diesel A, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro. Nas bombas, essa variação deve refletir numa alta de R$ 0,24 por litro, o equivalente a 9,15% O cálculo leva em conta a mistura obrigatória de 12% de biodiesel e 88% de diesel A para a substância vendida aos consumidores. “Agora que gente conseguiu repassar o último aumento que teve. Esse anunciado hoje (ontem) nem sei quando vamos repassar”, explica Paulo Roberto Benedet, o Beto, dono de um posto de combustíveis no bairro Próspera;
O penúltimo aumento aconteceu em 8 de outubro, quando a gasolina foi reajustada em 7,19% e o gás de cozinha, em 7,22%. A última alta do diesel havia sido em 28 de setembro, de 8,89%. No ano, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias. Já a gasolina subiu 73,4% no mesmo período. Em Criciúma, o preço médio da gasolina comum é de R$ 6,17 e do diesel é de R$ 4,81. “Conforme os postos receberem o produto, com preço novo, será feito esse repasse. Talvez no decorrer da semana. Não vai ter como segurar”, explica Beto.
Intenção de baixar os preços
Na semana passada, a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) iniciou um estudo sobre a possibilidade de retirar os combustíveis do sistema de Substituição Tributária (ST). No modelo atual, o recolhimento de tributos é antecipado, realizado no início da cadeia produtiva. Sem a aplicação do regime, a cobrança do ICMS é feita após a venda ao consumidor final.
Ainda não há novidade sobre o estudo e não há um prazo para que ele seja finalizado. “Precisamos encontrar formas de reduzir os preços ao consumidor. A sistemática atual penaliza o consumidor, que é a parte mais fraca. Temos as menores alíquotas do país na gasolina, de 25%, e no diesel, de 12%. Tentamos, de todas as formas, minimizar os constantes aumentos da Petrobras”, finaliza o governador Carlos Moisés da Silva.




