A poucos meses do início da temporada, Florianópolis lançará o “Verão da Virada”, com protocolos sanitários para turistas e moradores. Entre eles está o “passaporte de vacinação”, que exige o esquema vacinal completo contra Covid-19.
O anúncio será realizado no início de outubro, ainda sem data definida, segundo a Secretaria de Saúde do município. O prefeito da Capital, Gean Loureiro (DEM), afirmou, no fim de agosto, que a medida valerá para eventos, bares, hotéis e atividades de alto fluxo de pessoas.
“Construiremos em conjunto com setores e após todos terem chance de vacinar. Visitantes serão bem-vindos, desde que protegidos, como nossa população está fazendo”, garantiu.
A portaria estadual publicada nesta segunda-feira (27) estabeleceu regras para o retorno de eventos e festas, assim como o funcionamento de serviços de alimentação em Santa Catarina. Porém, o documento permite que os municípios estabeleçam medidas complementares à portaria.
Ainda nesta terça-feira (28), a prefeitura deve se reunir para discutir o futuro dos eventos na Capital, além do “passaporte de vacinação”. Pelo projeto, os frequentadores deverão apresentar um documento, físico ou virtual, para comprovar a imunização com as duas doses da vacina contra Covid-19, ao acessar bares, hotéis e restaurantes.
A estratégia é estimular a imunização e garantir a segurança dos moradores. Conforme o último mapa de risco, a Grande Florianópolis teve piora dos níveis de transmissão da Covid-19, mas a vacinação garantiu que o nível de atenção com a doença não aumentasse.
Risco de mutações
Além disso, as novas variantes representam um risco. Na última semana, foi constado que a Delta se tornou a mutação predominante da Covid-19 em Santa Catarina.
Segundo o professor Rogério Sobroza de Mello, do curso de Medicina da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), ainda há preocupações. “Superando esse período, e com a entrada de novas variantes, há risco de enfrentarmos um agravamento até o fim do ano”, alerta.
Passaportes de vacinação nas cidades brasileiras
Os municípios brasileiros podem adotar medidas de controle da pandemia conforme suas realidades. Até o momento, 12 capitais já definiram adotar o passaporte de vacinação e oito estudam colocá-lo em prática. Apenas duas afirmaram que não terão: Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).
Além disso, a exigência da norma já é realidade em 249 municípios, o que equivale a 10,1% das cidades que responderam ao levantamento da CNM (Confederação Nacional de Municípios), conforme apontou o Estadão.




