Tiago Monte
Criciúma
Descansar é palavra que não está no dicionário de Silvinho. Mesmo com o Criciúma classificado para a próxima fase da Série C, o atacante não quer ser poupado no confronto contra o Figueirense. E, se possível, ele joga também contra o Juventus, amanhã, em Jaraguá do Sul, pela Copa Santa Catarina. Silvinho é o verdadeiro “fominha”. “Eu não gosto desse negócio de poupar, não. Eu gosto de jogar todos os jogos. Quem me conhece bem, sabe como eu sou, mas isso cabe à comissão técnica. O Paulo (Baier) é inteligente e o pessoal da fisiologia sabe a carga de trabalho de todo mundo: quem está bem, quem está mais ou menos. Então, eles sabem quem está apto para jogar. Tem o jogo de quarta e depois o clássico. Eu gosto de jogar todos os jogos”, diz.
Uma conversa franca com Paulo Baier, na semana passada, fez Silvinho voltar a ter uma boa atuação, no sábado, diante do Mirassol. “Vocês sabem o jeito que eu jogo: preciso ficar recebendo a bola. O Paulo (Baier) sabe disso. Tanto que tivemos uma conversa boa, na semana passada, porque eu sou um jogador que precisa estar com a bola para estar no jogo. Nem que seja para dar um passe simples. Preciso encostar na bola para entrar no jogo e em movimentação. Infelizmente, a gente não conseguiu ficar tanto com a bola, nos últimos dois jogos: contra o Paraná e Botafogo e isso acaba me prejudicando”, destaca. Confiante, Silvinho sabe que pode resolver as partidas para o Tigre. “Então, no jogo contra o Mirassol tivemos mais a bola e eu consegui participar mais. Eu confio muito no meu futebol e sei que, se eu receber a bola, vou dar conta do recado. E isso aconteceu”, completa.
Vaga deveria ter vindo mais cedo
A classificação veio contra o Mirassol, mas Silvinho é honesto ao dizer que esperava já ter garantido a vaga no jogo contra o Paraná. “Não veio. Acontece. É o futebol. O Paraná estava lutando pela vida dele, o Botafogo também. Futebol é assim. Se fossemos contra o Mirassol, pensando que aconteceu contra o Paraná e contra o Botafogo, a gente estaria conversando que teríamos a ultima chance contra o Figueirense. Não foi isso. Estávamos focados, trabalhamos muito na semana e sabíamos que era o jogo da nossa classificação. E foi o que aconteceu”, ressalta.
Crítico ao jogo do time, Silvinho acredita que o time pode jogar com menos bolas longas em direção aos atacantes. “Em algumas oportunidades, sim. A gente pode jogar com mais aproximação, mas cada jogador tem sua característica. Às vezes, um ou outro não tem a confiança de dar um passe difícil. Ou não. O importante é que os atacantes e o centroavante briguem pela bola longa para que a gente fique com a segunda bola”, comenta.
Confiante, Silvinho se vê como um jogador decisivo para o Tricolor Carvoeiro. “Eu fico bem tranquilo quanto à isso. Aqui eu me sinto em casa e sei da confiança que o grupo, comissão técnica e diretoria têm em mim. Então, isso facilita bastante. Não sinto pressão alguma em relação à isso, me identifico com o clube e entrar na história do Criciúma com o acesso seria maravilhoso”, finaliza.




