Tiago Monte
Criciúma / Morro da Fumaça
O Dia da Árvore é marcado por ações em diversas cidades da Amrec e da Amesc. O Governo de Criciúma, por meio da Fundação do Meio Ambiente (Famcri), promoverá um evento educativo e de conscientização, para celebrar o Dia da Árvore. Marcado para hoje, na Praça Nereu Ramos, o encontro terá início às 9h. A programação inclui, dentre outras atividades, doação e plantio de mudas, apresentação de bandas musicais e projetos ecológicos, além de uma feira de adoção de animais e Feira da Agricultura Famíliar.
De acordo com o presidente da Famcri, Robson Izidro, a programação tem muitos atrativos e a ideia é marcar a data. “A comemoração do Dia da Árvore, representa a importância que ela tem em nossas vidas, e a Famcri irá levar uma programação especial para que todos se conscientizem e conheçam um pouco do que fazemos pelo meio ambiente da cidade”, enfatizou o presidente.
Estão previstos na programação, a distribuição de 400 mudas de árvores e plantas, incluindo suculentas, e o plantio de mudas na Praça Nereu Ramos. Também serão feitas atividades no simulador de erosão, que mostra a importância de preservar a vegetação e a mata ciliar, e será possível depositar mensagens na árvore do futuro.
Segundo o chefe do Departamento de Educação Ambiental da Famcri, Eduardo Luzzi Damassini, também será apresentado o projeto FaunAtiva, que “tem o objetivo de mostrar a diversidade de espécies silvestres existentes no município e região para conscientizar sobre a proteção da fauna e flora, e feita uma mostra geológica e paleobotânica, mostrando os principais minerais e árvores que estão fossilizados há milhares de anos”, diz.
Plantio de flores e respeito à preservação
Alunos do 3º ano da Escola Municipal Olívio Recco, em Morro da Fumaça, plantaram mudas de Boungaville, a flor símbolo do município, através da parceria entre a Fundação do Meio Ambiente (Fumaf), Secretaria do Sistema de Educação, Departamento de Agricultura, de Planejamento e de Trânsito, além da Cooperativa Auriverde. “As ações são em diversas etapas e foram plantadas estas mudas às margens da estrada de ferro da Ferrovia Tereza Cristina, no Centro da cidade”, fala a diretora de Serviços Rurais, Patrícia Coral.
A presidente da Fumaf, Silvia Roseng diz que o objetivo principal é a conscientização a respeito da preservação. “Por isso o envolvimento das escolas na atividade, além do embelezamento da cidade. Este plantio foi realizado em alusão ao dia da árvore e a chegada da Primavera, no mês de setembro, estação de renovação e recomeço”, diz.
Lei restritiva para o uso consciente das áreas
A Lei Ambiental é considerada bastante restritiva por muitas pessoas. A intenção é fazer com que as pessoas tenham consciência e procurem usar as áreas que já foram desmatadas, ao invés de derrubarem mais árvores, prejudicando o ecossistema. “A Lei é bem restritiva mesmo. Temos que usar o nosso solo racionalmente e priorizar usar as áreas que já foram desmatadas. E exatamente o contrário tem que ser feito ainda: a recuperação das áreas. Muitas áreas que já foram desmatadas, precisam serem regeneradas”, destaca o comandante do pelotão da Polícia Militar Ambiental (PMA), Sargento Gibran Rezende Grechi.
Além disso, há toda a importância das árvores localizadas nas Áreas de Preservação Permanente, que são as áreas definidas pelo Código Florestal – uma Lei Federal. “Não pode haver construção ali. Caso não haja vegetação, ela deve ser recuperada. São as margens dos rios, lagoas, entornos de nascentes, as encostas dos morros, faixas de restingas nas praias. Essas são as Áreas de Preservação Permanente, que servem para proteger a fauna, biodiversidade das espécies, ciclos naturais e também a própria sociedade humana”, pontua Grechi.
O Sargento exemplifica o porquê das restrições serem tão grandes. “Um rio sem vegetação na faixa marginal vai ocasionar deslizamentos e desabamentos de margens, abertura de crateras e enchentes. Tudo que pode ameaçar a vida das pessoas. Nas encostas de morros, o que a gente vê quando, na cidade, tem um loteamento por ali: desmoronamento e tragédias. Geralmente com mortes. As nascentes sem proteção ocasionam perda de qualidade dos mananciais, poluição e outros fatores. Tudo isso quando não se protege as Áreas de Preservação Permanente. Por isso, os usos dessas áreas sempre se dá, de acordo com o exigido pela lei. E nos casos autorizados pelos órgãos ambientais”, comenta.
Atualmente, os cortes de vegetação de florestas e questão dos loteamentos preocupam a Polícia Ambiental. “Muitas vezes loteamentos clandestinos e criminosos e registrados em cartório há mais de 30 ou 40 anos e que nunca foram implantados. Principalmente nos municípios da zona costeira. Só que, mesmo já tendo sido registrados em cartório, os órgãos ambientais licenciadores exigem licenciamento ambiental para esses loteamentos, afinal, há 30 anos atrás não tínhamos as mesmas leis de hoje. Então, antes de abrir uma rua, implantar um loteamento, tem que passar pelo crivo do órgão ambiental. Muitas vezes, inclusive, o loteamento tem que ser redesenhado no mapa. Muitos lotes têm área verde”, finaliza.




