12 maio, 2021

Will Smith e a mulher discutem caso extraconjugal ao vivo no Facebook

Era das redes sociais redefine o comportamento de artistas famosos em relação ao público. A exposição da intimidade pode chegar a assuntos que antes eram tabu

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Um dos maiores astros de Hollywood, o ator e cantor Will Smith recebeu uma avalanche de atenção neste mês de julho não por alguma atuação em um blockbuster, mas por um episódio familiar e íntimo.

No que chamou de um desabafo, o rapper August Alsina contou ter tido uma história de amor com Jada Pinkett-Smith, casada com Will. Segundo Alsina, Will Smith deu sua “bênção” para a relação, o que intensificou os rumores que circulam há tempos de que um dos mais poderosos casais de Hollywood mantém um “casamento aberto”.

Se antes um tema tabu como esse motivaria um sumiço temporário das figuras envolvidas, nos tempos atuais, a estratégia do casal foi escancarar sua intimidade para o público. No talk-show Red Table Talk, comandado por Jada, os dois conversaram sobre a relação de Jada e Alsina, emtransmissão ao vivo pelo Facebook, no último dia 10.

Como se estivessem na sala de casa, entraram em detalhes sobre como se sentiam a respeito. A diferença é que a conversa podia ser acompanhada no mundo inteiro.

O exemplo do casal Smith não é o único em que celebridades tratam na esfera pública de aspectos de sua vida antes considerados estritamente privados. Alguns mantêm mesmo uma rotina de dividir com seus seguidores em redes sociais fatos corriqueiros.

Pesquisadora no campo dos estudos de celebridades e professora da PUC-Minas, Fernanda Medeiros observa que “o interesse na vida pessoal dos artistas existe desde o século 18, ou até antes, de acordo com alguns autores”.

Ela aponta que “artistas sempre carregaram uma aura especial na perspectiva do público, mas há uma evolução e um amadurecimento dessa perspectiva, que faz o público deixar de perceber essa aura e enxergar a celebridade como ‘gente como a gente’”.

Fernanda Medeiros integra o Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade da UFMG (GRIS). Segundo ela, as transformações midiáticas ajudam a entender o fenômeno.