Indicador do arroz tem queda na parcial de novembro, mas segue acima de R$ 100/sc

Em praças de comercialização do Centro-Norte do Brasil, preços do cereal continuam firmes e chegam a até R$ 140/sc

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O Indicador ESALQ/SENAR-RS para o arroz registra queda acumulada de 2% na parcial deste mês de novembro, até o dia 24, mas se mantém acima do patamar de R$ 100, fechando a R$ 103,04 por saca de 50 kg, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Em praças do Centro-Norte do Brasil, no entanto, houve repique de alta.

“De modo geral, muitas unidades beneficiadoras de arroz, especialmente as que trabalham apenas com o mercado doméstico, postergam as compras de novos lotes da matéria-prima, à espera de novas quedas nos preços. No entanto, a oferta do arroz em casca ainda é muito baixa, contexto que limita quedas mais intensas nos valores”, disse em informativo o Cepea.

Na praça de Sorriso (MT), porém, os preços do arroz seguiram firmes nos últimos dias etambém estão bem acima de R$ 100 a saca de 60 kg. Nesta quarta-feira (25), por exemplo, a saca teve repique de alta e chegou a R$ 140, segundo dados apurados pelo Notícias Agrícolas. No Oeste da Bahia, a saca estava em R$ 75 e em São Paulo em R$ 128,05.

Apesar das oscilações de baixa recentes no mercado do arroz, com algumas ações para limitar os preços, os atuais patamares ainda estão garantindo melhores margens de lucro aos rizicultores no Brasil, após anos amargando perdas e até migração para outras culturas por conta das baixas cotações até então praticadas no mercado.

“Produtores de diversas culturas estavam com a margem muito apertada no final do ano passado. No entanto, nos últimos meses, com aumento do consumo, o preço teve elevação. Esse cenário melhorou as perspectivas de um setor que viu nos últimos anos diversos rizicultores migrarem de atividade”, disse Angelo Maronezzi, engenheiro agrônomo e diretor da Agro Norte Pesquisa e Sementes, em entrevista.

A Agro Norte Pesquisa e Sementes desenvolve e comercializa desde 1994 novas cultivares de arroz, feijão, soja convencional e outros grãos, além de tecnologias e sistemas de produção para os agricultores.

Via Portal do Agronegócio

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