Honda Fit vai sair de linha no Brasil em dezembro para dar lugar ao inédito City hatch

Civic também deixa de ser fabricado no Brasil, mas a nova geração do sedã chegará a partir de 2º semestre de 2022 importada dos EUA ou Japão

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Foto: Divulgação

A Honda confirmou na última quinta-feira, 11, que vai encerrar a produção do Fit em dezembro no Brasil. O monovolume fabricado em Sumaré (SP), desde 2003, será substituído pelo inédito City hatch, que será lançado na semana que vem.

Segundo a Honda, o carro só pode ser produzido até o dia 31 de dezembro deste ano. Isso porque, a partir do dia 1º de janeiro de 2022, entram em vigor as novas as exigências para emissões do Proconve L7 e o motor 1.5 aspirado do Fit não se adequa às novas normas.

Modelo é produzido em Sumaré desde 2003 — Foto: Divulgação

Porém, seu fim já estava previsto há algum tempo. Em junho deste ano, o novo presidente da Honda South America, Atsushi Fujimoto, afirmou que o plano da Honda para o Brasil é reduzir o portfólio para focar em tecnologia e segurança. Isso envolve a estreia da nova geração do City, do inédito City hatch e, no próximo ano, da nova geração do HR-V, carro-chefe da montadora.

Ao contrário do que era esperado, os novos City não terão o motor 1.0 turbo de três cilindros disponível em outros mercados. Em seu lugar, a Honda optou por um novo 1.5 aspirado de quatro cilindros com injeção direta e duplo comando variável de válvulas. Tudo para ter números de potência — que deve ser de 120 cv a 130 cv —, consumo e emissões superiores aos do 1.5 do Fit.

Civic também se despede…mas volta em 2022

O Civic também deixa de ser fabricado no Brasil, mas a nova geração do sedã chegará a partir de 2º semestre de 2022 importada dos EUA ou Japão.

Por que sairá de linha?

Honda Fit é equipado com o motor 1.5 SOHC i-VTEC de 116 cv e 15,3 kgfm — Foto: Divulgação

Alguns fatores explicam o fim do Fit no Brasil. O primeiro é a falta de outros monovolumes no mercado em razão da baixa procura por carros deste segmento. Com preços mais acessíveis, sua única concorrente é a Chevrolet Spin.

O segundo é consequência do primeiro motivo: o volume de vendas. O modelo emplacou apenas 6.318 unidades até outubro deste ano. Ainda que nunca tenha sido um fenômeno de vendas, já chegou a somar 42 mil unidades comercializadas nesse mesmo período de 2009.

Ar-condicionado digital, central multimídia de 7″ com Android Auto e Apple CarPlay e seis airbags são itens presentes apenas nas versões mais caras — Foto: Divulgação

O terceiro ponto é a falta de equipamentos de segurança e assistência à condução. O controle de tração e estabilidade, por exemplo, só entrou em linha em 2018. Atualmente, o modelo vem de série com dois airbags e carece de itens como sensor e câmera de ré, ar-condicionado digital e central multimídia com Apple CarPlay e Android Auto.

O quarto motivo é o custo/benefício. A nova geração do Fit foi revelada no Japão em 2019, com visual controverso, motorização híbrida e uma ampla gama de tecnologias de segurança e assistência ao motorista. Contudo, a importação da nova arquitetura para o Brasil é cara e não faz jus ao volume de unidades vendidas do Honda.

Tanto é que, seu sucessor, o City hatch — compacto voltado a mercados emergentes — terá um custo de produção bem menor.

História do Fit no Brasil

O veículo estreou no país em 2003. Na época, ele foi o segundo carro da Honda a ser produzido no Brasil e o primeiro a oferecer o câmbio automático do tipo CVT, que o acompanha até hoje.

Em 18 anos, passou por três gerações – a segunda em 2008 e a terceira em 2015. O modelo nipo-brasileiro inovou ao oferecer múltiplas configurações de assentos e o sistema de rebatimentos dos bancos.

O carro ficará valorizado?

Já foi tempo em que carro descontinuado era sinônimo de desvalorização. A previsão para o Fit é de que ele não perca preço de mercado, pelo contrário: “A Honda marca de extrema credibilidade. A tendência é que ele se mantenha valorizado” comenta Milad Kalume Neto, gerente de negócios da consultoria automotiva Jato Dynamics.

Milad comenta que, mesmo antes da inflação nos preços dos usados, o modelo da Honda já era um veículo cujo índice de desvalorização era um dos mais baixos do mercado. “O Fit é um carro robusto, confortável, confiável e produzido nacionalmente. Em ordem geral, é esperado que a gente tenha uma manutenção dos seus patamares altos de valorização”, reitera.

*Via Auto Esporte

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