Geração Z e a revolução na moda

Mais brechós e (muito) menos fast fashion: entenda como os hábitos e a consciência social e ambiental da geração atual impactam em um dos maiores mercados do mundo

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Foto: Reprodução

Muito se fala (e se reclama) da geração Z devido seus hábitos e costumes, mas esse grupo de jovens é responsável pela mudança significativa em diversos aspectos sociais, culturais e inclusive comerciais. Ferrenhos em pautas feministas, antirracistas, ambientais e outras questões, a geração atual tem impactado diretamente o mercado da moda.

Caso você não saiba, a indústria têxtil é a segunda maior poluente do mundo, perdendo apenas para o setor petrolífero: é o que mais consome e desperdiça água durante a produção e é responsável pela emissão de pelo menos 10% de todos os gases estufa do planeta. Além disso, coleciona casos de serviços análogos à escravidão, sem contar que a moda teve (e tem) sua participação em diversas situações de cunho machista e misógino. O mercado como um todo é inteiramente problemático, e a chegada do conhecimento dessas questões aos jovens da Gen. Z faz com que haja certas reflexões quanto ao consumo do mesmo. Sendo assim, a geração atual tem sido a maior responsável pelo boom dos brechós.

Foto: Reprodução/MARTIN BERNETTI/Getty Images

Em contrapartida a marcas fast fashion como Zara, Renner e H&M, os brechós se enquadram no movimento slow fashion, que priorizam mais qualidade às peças, mas, principalmente, a produção/venda em baixa escala. Segundo relatório desse ano de 2021 do threadUp (plataforma de brechó on-line popular nos Estados Unidos), a pandemia do novo coronavírus colaborou bastante para que as vendas de peças de segunda mão alavancassem. Somando a pandemia com a consciência dos problemas do mercado têxtil e a preferência por peças mais econômicas, os jovens têm se tornado cada vez mais adeptos a comprar roupas e outros itens em brechós.

Este novo momento está refletindo em mudanças significativas na indústria da moda que prometem mudá-la para sempre. Marcas como Gucci e Prada têm investido em itens de segunda mão como parte de seu plano de marketing. Segundo a pesquisa, o mercado de itens de segunda mão deve crescer de para 84 bilhões de dólares, duas vezes mais que o ramo do fast fashion, que deverá contabilizar cerca de 40 bilhões de dólares.

*Via R7

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