22 outubro, 2020

Gado de corte em alta na região

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O projeto Agro É Tudo fala sobre o agronegócio no Sul de Santa Catarina. Em um material especial, você acompanha, diariamente, aqui no portal tnsul.com todos os detalhes sobre as principais atividades, com dados e números que movimentam a economia da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e da Associação dos Municípios do Extremo Sul (Amesc).

As regiões de Urussanga e Orleans se destacam, no Sul Catarinense, pela produção de gado de corte. Desde o ano passado, os produtores comemoram as altas nos preços, o que, logicamente, aumenta o faturamento. “A cabeça de gado está em alta. Desde o ano passado, os números são bem significativos. Hoje, está em torno de oito reais, o quilo do boi bom e confinado. Isso para o animal vivo, que tem cerca de 450 a 500 quilos”, comenta Edivan Bortolin, produtor urussanguense.

Ele produz animais da raça Brahma, mas mestiços. “Não puro. Ele não é de raça P.O., cruzado com outras raças”, comenta. P.O é a sigla para identificar o animal Puro de Origem, que possui registro de uma associação e, portanto, tem genealogia conhecida e está dentro dos padrões raciais exigidos pela associação de criadores.

A alimentação dos gados de Bortolin é feita com silagem (moído o pé inteiro do milho). “Para ficar uma comida mais forte, a gente colhe o milho e tritura. Juntamos isso com as cascas de soja. Às vezes vão uns granulados de autogrão”, diz. Em geral, os produtos utilizados são a silagem, milho picado e casca de soja.

Em busca de melhoria na pastagem

Edivan busca melhorar a pastagem e também a parte genética dos animais. “A nossa propriedade ainda não é exemplar em piqueteamento e tecnologia de pastagem, mas estamos buscando melhorar para poder ter um número maior de animais e melhor manejo”, comenta. Atualmente, ele possui 200 cabeças de gado, entre grandes e pequenos. Anualmente, ele vende cerca de 40 cabeças para frigoríficos da região. “Não tem como dizer o número mensal. São frigoríficos da região que compram o animal inteiro. A gente, geralmente, vende para o mesmo. Somos amigos do proprietário”, comenta.

A ideia de Bortolin é ter uns 300 bois nas três propriedades que a família tem em Urussanga. “Quando mais tivermos, melhor, mas, a minha ideia, é ter uns 300 bois. A ideia é continuar investindo para crescer. Até um terreno é do vizinho, onde temos gado. Se ele cortar, dá uma baixada. Mesmo assim, a gente consegue manter os animais com a propriedade que temos hoje”, ressalta.

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