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segunda-feira, junho 24, 2024

SC inicia vacinação contra poliomelite, que causa paralisia infantil

Campanha começa no estado nesta segunda-feira, 27, e visa imunizar crianças de até cinco anos; doença pode causar sequelas irreversíveis

Nesta segunda-feira, dia 27, começa em Santa Catarina a Campanha de Vacinação contra a poliomielite – doença contagiosa que causa paralisia infantil. A imunização será aplicada em crianças menores de 5 anos.  Apesar da gravidade da doença, que gera sequelas irreversíveis, desde 2018 o Estado não atinge a cobertura de 95%,  recomendada pelo Ministério da Saúde.

As informações são da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), que destaca que o objetivo da campanha de vacinação contra a poliomielite é imunizar crianças que ainda não foram vacinadas ou que estão com a caderneta de vacinação incompleta.

Com isso, a campanha visa elevar a cobertura vacinal, para evitar a reintrodução do vírus que causa a paralisia infantil.

Esquema de vacinação

A vacina contra a poliomielite é gratuita e está disponível o ano todo nas salas de vacinação do Estado. Neste ano, o Dia D de vacinação da campanha está previsto para acontecer no sábado, dia 8 de junho.

Conforme a Dive, as crianças devem ser imunizadas com três doses da vacina inativada poliomielite (VIP) aos 2 meses, 4 meses e 6 meses. Ainda devem receber outras duas doses de reforço da vacina oral poliomielite (VOP), com 1 ano e 3 meses e 4 anos.

No período de Campanha, as doses da VIP continuarão sendo aplicadas conforme esquema recomendado, mas a dose da VOP serão aplicada de forma indiscriminada em todas as crianças de 1 a 4 anos, desde que já tenham recebido o esquema primário com a VIP.

SC registra cobertura abaixo da meta nos últimos anos

Em Santa Catarina, desde 2018, o índice de cobertura de vacinação contra a poliomielite ficou abaixo da meta, que é de 95%. Essa taxa foi atingida pela última vez em 2017. Depois disso, houve uma queda na cobertura, no território catarinense, ficando abaixo de 90% de 2020 a 2022. No ano passado, o Estado conseguiu atingir 90,36%.

Apesar da imunização não atingir a meta recomendada, Santa Catarina não registra casos de poliomielite há 35 anos. Segundo a gerente de doenças infecciosas agudas e imunização da Dive, Arieli Schiessl Fialho, o último registro da doença foi em 1989.

Para a gerente, isso se deve aos altos índices de vacinação. Porém, ela reforça que ao não atingir a meta recomendada, abre margem para a reintrodução do vírus no estado.

“Neste momento, não há registro de casos e da circulação do vírus no Brasil, mas há registros da doença em outros países como o Paquistão e o Afeganistão e essa é a nossa preocupação. Se não temos uma população vacinada, ficamos vulneráveis e suscetíveis à doença. Então, para evitar o retorno da poliomielite é de extrema importância manter os índices de vacinação elevados”, enfatiza a gerente.

Poliomielite ou paralisia infantil

A vacinação é a única forma de prevenir a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.

Conforme explica a Dive, está  é uma doença grave, contagiosa, que tem como característica a paralisia nos membros inferiores de forma irreversível.

A pessoa infectada pelo vírus causador da doença deve ser hospitalizada para tratar os sintomas, mas não há tratamento específico para a poliomielite.

Como é transmitida a poliomielite

O poliovírus é o causador da poliomielite, como informa o Ministério da Saúde. O vírus pode infectar crianças e adultos, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes.  Nos casos graves, gera paralisia nos membros inferiores.

Entre as condições que favorecem a transmissão estão a falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária.

Poliomielite causa sequelas irreversíveis

Conforme o Ministério da Saúde, a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus causa sequelas irreversíveis, normalmente na parte motora e não tem cura.

Entre elas estão:

  • Problemas e dores nas articulações;
  • Pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar porque o calcanhar não encosta no chão;
  • Crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e incline-se para um lado, causando escoliose;
  • Osteoporose;
  • Paralisia de uma das pernas;
  • Paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de secreções na boca e na garganta;
  • Dificuldade de falar;
  • Atrofia muscular;
  • Hipersensibilidade ao toque.

Via ND+

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