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segunda-feira, junho 17, 2024

Amesc se organiza para receber famílias gaúchas

Mais de 680 pessoas já migraram para o Extremo Sul, relatório foi divulgado pela associação

Araranguá
Paulo Paixão
politica@tnsul.com

As enchentes no Rio Grande do Sul estão fazendo com que muitas pessoas busquem em Santa Catarina um local seguro para se abrigar. Os municípios do Extremo Sul já receberam 189 famílias, totalizando 684 pessoas até agora. Para tratar sobre o assunto, ontem os prefeitos da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) estiveram reunidos.

COLEGIADO

O Colegiado de prefeitos da Amesc se reuniu em assembleia ordinária e a principal pauta foram os impactos e a forma de auxiliar as vítimas da enchente no Rio Grande do Sul. Muitas famílias já chegaram para se abrigar na região e muitas outras devem chegar, sendo que o Extremo Sul catarinense é a porta de entrada do estado vizinho.

A reunião contou com a presença dos deputados Tiago Zilli e Volnei Webber, além da assessoria dos demais deputados do Sul catarinense. Os chefes dos Executivos debateram sobre a importância de haver uma estratégia sobre a vinda de muitas pessoas com objetivo de morar na região.

“Devemos fazer uma organização porque vai acontecer muita coisa. As informações que a gente tem é que lá foi uma catástrofe, uma calamidade e a gente não sabe ainda o impacto que isso vai dar. E os prefeitos devem estar preparados para conversar com o Governo do Estado”, resumiu o deputado Tiago Zilli.

Já há um diagnóstico realizado de quantas famílias procuraram as prefeituras locais e o objetivo é manter esse cadastro atualizado diariamente. Sabe-se que muitas famílias também já chegaram, mas ainda não teve acionamento dos serviços públicos.

LEVANTAMENTO

Segundo o relatório apresentado durante a reunião, 684 pessoas já chegaram aos 15 municípios que formam a Amesc.

Em Araranguá chegaram oito pessoas,
Balneário Arroio do Silva – 51 pessoas;
Balneário Gaivota – 144; Ermo – nove;
Jacinto Machado – oito;
Maracajá – nove;
Passo de Torres – 89;
Santa Rosa do Sul – 15;
São João do Sul – 336;
Timbé do Sul – 10,
Turvo – 09.
Meleiro, Morro Grande, Praia Grande e Sombrio não receberam refugiados das enchentes.

Para conseguir atender a demanda e não desfavorecer as famílias locais, buscar-se-á uma reunião com deputados e Governo do Estado para que o Extremo Sul seja um polo de apoio devido a logística de proximidade com o estado vizinho atingido. Dentre os temas a serem tratados nessa demanda, há a situação referente às questões de saúde, já que há muitos atendimentos urgentes que precisam ser feitos na região, como casos de hemodiálise, e há a demanda ainda represada regional em busca de atendimento. No Hospital Regional de Araranguá, a média de atendimentos, por exemplo, elevou-se de quatro mil para seis mil por semana.

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